Líbano e Israel fecham 3a rodada de negociação sobre fronteira marítima

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Soldados da paz da ONU patrulham área libanesa de Naqura na fronteira com Israel, em 2 de outubro de 2020
Soldados da paz da ONU patrulham área libanesa de Naqura na fronteira com Israel, em 2 de outubro de 2020

Dois vizinhos oficialmente em guerra, Líbano e Israel encerraram nesta quarta-feira (11) um terceiro ciclo de negociações monitoradas por Washington para delimitar sua fronteira marítima e superar os obstáculos à exploração de hidrocarbonetos no mar - informou a Agência Nacional Libanesa (ANI).

As delegações se reuniram em uma base da força de manutenção da paz das Nações Unidas, a Finul, na cidade fronteiriça libanesa de Naqoura, segundo a mesma agência de notícias.

Um comunicado conjunto da ONU e dos Estados Unidos descreveu esta terceira rodada como "produtiva".

Após vários anos de mediação dos EUA, Líbano e Israel declararam no início de outubro que aceitaram negociar, no contexto de um acordo que Washington classificou como "histórico".

O primeiro e o segundo ciclo de negociações ocorreram em 14, 28 e 29 de outubro, respectivamente. As negociações tratam sobre uma área marítima disputada de 680 km2, segundo um mapa registrado nas Nações Unidas em 2011.

A próxima rodada será em 2 de dezembro, informou a Agência Nacional Libanesa (ANI).

O Líbano exige uma área adicional de 1.430 km situada mais ao sul, que abrange uma parte do campo de gás de Karish, cuja exploração Israel encarregou à empresa grega Energean.

"Entramos em uma fase de guerra de mapas", declarou à AFP a especialista libanesa Laury Haytayan.

De acordo com uma fonte israelense próxima às negociações, Israel também exigiu uma fronteira marítima mais ao norte.

Estas negociações são cruciais para o Líbano, um país falido que se lançou no campo da prospecção de hidrocarbonetos em seu litoral.

Em 2018, o país assinou seu primeiro contrato de exploração com um consórcio internacional formado pelos grupos Total (francês), ENI (italiano) e Novatek (russo), mas uma parte do território incluído no contrato afeta a área de 860 km2 disputada por Líbano e Israel.

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