Líbano pede mediação dos EUA por área marítima disputada com Israel

O Líbano pediu nesta segunda-feira (6) a mediação de Washington após a chegada de um navio de exploração e extração de gás contratado por Israel em uma área marítima disputada, o que poderia constituir um ato de agressão, segundo Beirute.

Líbano e Israel, oficialmente ainda em guerra, iniciaram negociações em outubro de 2020 sob mediação dos Estados Unidos para delimitar sua fronteira marítima e, assim, levantar os obstáculos à exploração de hidrocarbonetos.

As negociações foram suspensas em maio de 2021, após divergências sobre a superfície da área disputada.

O navio em questão, pertencente à empresa britânica Energean Plc com sede em Londres, chegou no domingo ao campo de gás Karish - localizado, segundo Beirute, em uma parte das águas disputadas com Israel - para começar a explorá-lo, segundo um comunicado da empresa.

Este anúncio provocou uma onda de indignação de altos funcionários libaneses, incluindo o presidente Michel Aoun e o primeiro-ministro Najib Mikati.

Ambos "convidaram o mediador americano Amos Hochstein em Beirute a retomar as negociações sobre a delimitação das fronteiras marítimas entre os dois países", segundo um comunicado conjunto.

Esses "trabalhos de exploração, perfuração e extração realizados por Israel nas áreas disputadas constituem uma provocação e um ato de agressão", continuou o comunicado.

Para Israel, o campo de gás está na "Zona Econômica Exclusiva (ZEE) reconhecida pela ONU", disse um alto funcionário israelense, que pediu anonimato.

O Hezbollah, um poderoso movimento xiita pró-iraniano no Líbano, alertou Israel que se oporá às tentativas de extrair petróleo e gás do campo de Karish.

"Nós somos capazes de impedi-los de fazer isso", declarou o chefe do Hezbollah, Hassan Nasrallah, em um discurso no mês passado.

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