Líder civil birmanesa Aung San Suu Kyi recebe novas acusações de corrupção

·1 minuto de leitura
Manifestante exibe retrato de Aung San Suu Kyi durante protesto contra o golpe militar, em 15 de fevereiro de 2021, em Yangon

A junta militar de Mianmar abriu novos processos por suspeita de corrupção contra a líder civil Aung San Suu Kyi, que já está sendo julgada por um amplo leque de acusações que podem levá-la a mais de dez anos de prisão - anunciou seu advogado nesta terça-feira (13).

Em prisão domiciliar desde o golpe de Estado de fevereiro deste ano, a ex-líder de facto do governo civil está sendo processada por sedição, por violar uma lei de segredos de Estado da época colonial, por importação ilegal de walkie talkies e por ter, supostamente, recebido meio milhão de dólares e dez quilos de ouro em suborno.

Hoje, seu advogado, Khin Maung Zaw, disse à imprensa que sua cliente enfrentará quatro novas acusações de corrupção.

Sua equipe jurídica ainda não pôde ver "as primeiras atas (de acusação) e outros documentos" destas novas acusações, que serão julgadas em um tribunal de Mandalay (centro) a partir de 22 de julho, acrescentou.

A líder civil de 76 anos está na metade de outro julgamento, na capital Naipyidó. Uma audiência sobre as acusações de que teria violado as medidas sanitárias vinculadas à pandemia da covid-19 estava prevista para hoje. Foi adiada, porque nenhuma testemunha de acusação se apresentou, relatou o advogado de Suu Kyi.

bur-rma/del/jhd/dbh/mis/tt

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos