Líder da maioria republicana no Senado diz que Trump está 'em seu direito' de investigar denúncias

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(Arquivo) O líder republicano no Senado, Mitch McConnell
(Arquivo) O líder republicano no Senado, Mitch McConnell

O líder da maioria republicana no Senado manteve nesta segunda-feira (9) seu apoio ao presidente americano, Donald Trump - que se recusa a reconhecer a derrota para Joe Biden -, e afirmou que o presidente "tem todo o direito" de investigar as denúncias de irregularidades nas eleições.  

"O presidente Trump tem 100% de direito de investigar as alegações de irregularidades e pesar suas ações legais", disse Mitch McConnell no Capitólio, no momento em que a postura sem precedentes de Trump de não reconhecer sua derrota abala o debate político nos Estados Unidos. 

O republicano à frente da bancada majoritária disse que "se desta vez houve uma irregularidade de magnitude que afetou o resultado, então todos os americanos deveriam querer que ela fosse exposta". 

"Se os democratas estão confiantes em que isso não aconteceu, eles não têm razão para temer uma recontagem", acrescentou McConnell.

Trump e sua equipe insistem em que a disputa ainda não acabou e vários legisladores republicanos pediram ao presidente para não reconhecer sua derrota, apesar de a mídia americana ter projetado, no sábado, que Biden venceu a eleição com 279 votos dos colégios eleitorais, superando os 270 necessários para a sua vitória. 

O presidente lançou várias ofensivas em estados onde a disputa foi muito acirrada, principalmente no principal reduto da Pensilvânia, onde Biden tem uma vantagem de 45 mil votos, equivalente a 0,67%, segundo a mídia. 

O futuro de McConnell como líder da maioria no Senado está em suspenso. "O presidente tem todo o direito de investigar as denúncias e solicitar uma recontagem, de acordo com o que diz a lei", insistiu, e pediu aos democratas que não dessem "sermões" sobre como o presidente deveria aceitar imediatamente e com alegria os resultados preliminares das eleições, acusando-os de terem passado quatro anos "recusando-se a aceitar a validade dos resultados da última eleição (a de 2016)".

"Algumas investigações judiciais do presidente não implicam no fim da república", concluiu.

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