Líder da oposição venezuelana condiciona levantamento de sanções a acordo eleitoral

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O líder da oposição venezuelana Juan Guaido durante uma entrevista à AFP em sua casa em Caracas, em 25 de agosto de 2021. (AFP/Federico PARRA)
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O líder da oposição venezuelana, Juan Guaidó, disse a um jornal mexicano que o levantamento das sanções econômicas internacionais estará condicionado a um acordo sobre a realização de eleições presidenciais "com garantias".

A eliminação dessas sanções econômicas será possível "em face do cumprimento de um acordo", declarou Guaidó em entrevista ao jornal Reforma divulgada nesta terça-feira.

"O que significam as sanções? São ferramentas e mecanismos de que a comunidade internacional dispõe hoje para pressionar ditadores como (o presidente de Belarus, Alexander) Lukashenko, como o (presidente da Nicarágua, Daniel) Ortega", lembrou Guaidó.

Reconhecido como presidente da Venezuela pelos Estados Unidos e cinquenta outros países, o opositor acrescentou que “o levantamento progressivo das sanções, para o qual nossos aliados se mostraram dispostos, só vem com o cumprimento de um acordo”.

Uma solução para que na Venezuela haja “governabilidade, estabilidade, é por meio de uma eleição presidencial com garantias e condições, (que) hoje não existem na Venezuela, infelizmente”, disse.

Washington, Ottawa e Bruxelas estão abertos para revisar sua política de sanções se Maduro facilitar "um progresso significativo" no diálogo.

Na segunda-feira, uma terceira rodada de negociações foi concluída na Cidade do México entre o governo e a oposição venezuelana, com "acordos parciais" que visam estabelecer mecanismos para enfrentar a pandemia de covid-19. E as partes estão programadas para se encontrarem novamente no final deste mês.

O presidente venezuelano Nicolás Maduro declarou-se "feliz" com esses acordos parciais.

"Acredito que o início (das conversas) foi um êxito", comemorou o mandatário chavista nesta terça, embora tenha denunciado "conspirações" contra as negociações.

"Há manobras internacionais da Colômbia, dos Estados Unidos, para acabar com esse diálogo que construímos com paciência e que queremos manter", declarou Maduro à emissora estatal.

No último domingo, Maduro alertou que essas negociações não resultarão em "impunidade", o que é interpretado como um alerta a Guaidó, autoproclamado presidente em 2019 e que enfrenta múltiplas acusações na Venezuela.

Maduro também disse que Guaidó é um "fantoche" dos Estados Unidos.

“Temos não só o reconhecimento dos Estados Unidos, mas de 60 países, algo que Maduro não tem e chora por isso”, acrescentou Guaidó.

jg/lda/am

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