Líder da esquerda radical francesa se posiciona contra voto em Le Pen

Reprodução de imagem de vídeo de 28 de abril mostra o líder do movimento França Insubmissa, Jean-Luc Mélenchon, dirigindo-se a eleitores no segundo turno

O líder da esquerda radical francesa, Jean-Luc Mélenchon, que obteve 19,6% dos votos no primeiro turno das eleições presidenciais, se pronunciou neste domingo claramente contra o "terrível erro" de se votar na candidata da extrema-direita, Marine Le Pen, no segundo turno, em 7 de maio.

Em declarações à emissora TF1, Mélenchon, que foi alvo de críticas da esquerda por se recusar a dar uma diretriz de voto a seus eleitores, convidou o adversário de Le Pen, o centrista pró-europeu Emmanuel Macron, a fazer um gesto na direção dos partidários da esquerda radical, retirando seu projeto de flexibilização da lei trabalhista.

"Não há ambiguidade na minha posição (...) Eu não votarei na Frente Nacional, eu combato a Frente Nacional. E digo a todos que me escutam: não cometam o terrível erro de colocar uma cédula de votação para a Frente Nacional, porque empurrariam o país a uma conflagração geral, na qual ninguém vê o fim", declarou o líder do movimento França Insubmissa.

Mélenchon, no entanto, recusou-se a revelar se votará em branco ou em Emmanuel Macron.

Mélenchon também deu um conselho a Macron, apontado como favorito ao segundo turno nas pesquisas de intenções de voto.

"Ele poderia fazer um gesto, ele poderia dizer (ndr: aos meus eleitores): 'Escutem, eu os compreendi, eu retiro minha ideia de reforma da lei trabalhista (...) para que vocês possam fazer um movimento na minha direção'", acrescentou Mélenchon, em referência ao desejo de Macron de reformar novamente a lei trabalhista.

"Na minha opinião, a França vai se livrar de Marine Le Pen nestas eleições, e nós, em um mês, nós vamos, todos juntos, nos livrar da política do senhor Macron", afirmou, em alusão às eleições legislativas francesas, em 8 de junho.