Líder de gangue do Haiti ameaça matar reféns missionários dos EUA

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Haitianos protestam contra sequestros conforme pressão para libertar missionários aumenta

Por Gessika Thomas e Brian Ellsworth

PORTO PRÍNCIPE (Reuters) - Um haitiano que se identificou como o líder da gangue que sequestrou um grupo de missionários norte-americanos e canadenses disse em um vídeo publicado no YouTube na quinta-feira que está disposto a matar "estes americanos" se não receber o que precisa.

É possível reconhecê-lo como o homem conhecido no Haiti pelo pseudônimo Lamo Sanjou, o líder da gangue 400 Mawozo que autoridades dizem estar por trás do sequestro dos missionários no final de semana.

O grupo de 16 norte-americanos e um canadense, que inclui cinco crianças, fazia uma viagem organizada pela entidade Christian Aid Ministries, sediada no Estado norte-americano de Ohio. Os missionários não aparecem no vídeo.

A Reuters não conseguiu confirmar de maneira independente a veracidade do vídeo ou quando ele foi feito.

"Se não conseguir o que preciso, estes americanos, eu preferia matá-los todos, e descarregarei uma arma grande na cabeça de cada um deles", disse o homem no vídeo.

O ministro da Justiça haitiano, Liszt Quitel, disse à Reuters nesta semana que os sequestradores estão exigindo um milhão de dólares por pessoa para libertar os missionários.

O rapto dos religiosos atrai atenção global para o problema grave dos sequestros no Haiti, que piora em meio a uma crise política e econômica na nação caribenha que leva ao agravamento da violência.

(Por Gessika Thomas em Porto Príncipe e Brian Ellsworth em Miami; reportagem adicional de Brad Brooks e Simon Lewis)

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