Líder de grupo de ultradireita dos EUA é indiciado por invasão ao Capitólio

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Apoiadores de Donald Trump no Capitólio, em Washington, DC, em 6 de janeiro de 2021 (AFP/Joseph Prezioso)

O líder dos Oath Keepers, um dos principais grupos de ultradireita dos Estados Unidos, e outras dez pessoas foram indiciadas por sedição e conspiração pela invasão ao Capitólio em 6 de janeiro de 2021, anunciou nesta quinta-feira (13) o Departamento de Justiça.

Stewart Rhodes, de 56 anos, que fundou e dirige o grupo extremista, e outro suposto participante da conspiração, Ed Vallejo, foram detidos nesta quinta-feira.

Tratam-se das acusações mais graves apresentadas contra os participantes da invasão ao Capitólio e, se forem considerados culpados, poderão ser condenados a até 20 anos de prisão.

Nove deles já estavam sendo processados por "conspiração para delinquir" e afetar um processo oficial, ou por atos violentos, o que implica certo grau de coordenação.

A acusação de "sedição", que pode levar a uma condenação de até 20 anos de prisão, vai além. Segundo a ata de acusação, Rhodes "se associou" com alguns de seus colegas "para impedir a transferência pacífica do poder", "usando a violência".

"Organizaram transportes de todo o país até Washington, se equiparam com todo tipo de armas, vestiram uniformes de combate e estavam prontos para responder ao chamado às armas de Rhodes", destaca o documento.

No momento do ataque, este ex-militar que fundou os Oath Keepers em 2009 estava perto do Capitólio, mas não é certo se ele entrou no edifício.

Além de Rhodes, a força pública deteve na quinta-feira, no Arizona, outro membro do grupo radical: Edward Vallejo, de 63 anos.

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