Líder de importante igreja evangélica abandona comitê assessor de Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, desembarca do Air Force One em 18 de agosto no aeroporto de Morristown, em Nova Jersey

Um pastor de uma importante igreja de Nova York anunciou na sexta-feira sua renúncia a um comitê evangélico assessoria a Donald Trump, após a resposta ambígua do presidente à violência em uma manifestação de supremacistas brancos.

A.R. Bernard, que lidera o Centro Cultural Cristão, com 37.000 membros registrados, disse a CNN que "tinha que sair completamente".

Bernard foi o único integrante do comitê evangélico, que tem 25 integrantes, a abandonar o organismo.

"Acredito que à medida que o tempo avança, você busca mudanças. Você busca consistência. Você busca responsabilidade na liderança. E não vi esta consistência em um conjunto de valores chave que influenciam e dão forma a seu pensamento", disse Bernard.

"E quando hesitou na semana passada, especialmente a respeito de Charlottesville, cheguei ao ponto em que tinha que tomar uma decisão. Tinha que sair completamente", completou.

"Quando alguém hesita desta forma... revela que está dividido entre as opiniões dos que o cercam. E tenho um problema com esta falta de liderança", disse o pastor.

Trump foi muito criticado tanto por republicanos como por democratas depois que afirmar que os manifestantes contrários ao racismo eram igualmente responsáveis pela violência em uma passeata de supremacistas brancos em Charlottesville, Virginia, no fim de semana passado.

Os comentários de Trump provocaram a saída de vários executivos de empresas de um painel de assessoria da Casa Branca. O presidente decidiu acabar com dois destes painéis.

Na sexta-feira, os 16 membros do comitê assessor de Artes e Humanidades do presidente anunciaram uma renúncia coletiva. Eles afirmaram que "ignorar sua retórica de ódio teria nos tornado cúmplices de suas palavras e ações".