Líder norte-coreano estuda reforçar sua capacidade militar

Foto fornecida pela agência oficial norte-coreana KCNA de reunião de comitê militar

O líder norte-coreano, Kim Jong Un, reuniu-se com seus comandantes militares para discutir como fortalecer a capacidade militar do regime, anunciou a mídia oficial, faltando alguns dias para expirar o ultimato dado a Washington sobre as negociações nucleares.

Após a inesperada aproximação de 2018, as negociações sobre o programa nuclear da Coreia do Norte estão paralisadas desde o fracasso, em fevereiro, da cúpula de Hanói entre Kim e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Durante as últimas semanas, Pyongyang fez uma série de declarações contundentes e deu o prazo a Washington até o final do ano, prometendo um "presente de Natal" cheio de ameaças se as negociações não avançarem.

A Coreia do Norte realizou recentemente testes em sua base de lançamento de foguetes em Sohae, após uma série de disparos de projéteis nas semanas anteriores. Várias resoluções do Conselho de Segurança da ONU proíbem Pyongyang de desenvolver um programa balístico.

A agência oficial norte-coreana KCNA anunciou neste domingo (22) que Kim reuniu a comissão militar central do Partido dos Trabalhadores, da qual é o presidente.

"Ele compartilhou suas análises e recomendações sobre a complexa situação interna e externa (...) para reforçar a situação global das forças armadas", relatou a KCNA.

"O líder supremo detalhou a direção a seguir" para fortalecer as forças armadas, de acordo com a agência.

"Questões importantes para uma melhoria decisiva da defesa nacional global e questões substantivas relacionadas ao desenvolvimento sustentado e acelerado das capacidades militares de autodefesa" também foram abordadas.

No sábado (21), a Coreia do Norte, que possui a bomba atômica, disse que os Estados Unidos "pagariam caro" pelas críticas feitas pelo departamento de Estado contra Pyongyang sobre direitos humanos.

Um porta-voz do ministério das Relações Exteriores norte-coreano estimou que essas críticas equivaliam a "adicionar combustível ao fogo", segundo a KCNA.