Líder opositora bielorussa pede à Europa mais sanções contra o governo

·1 minuto de leitura
A líder opositora bielorrussa Svetlana Tikhanovskaya após receber o prêmio Sakharov de direitos humanos em Bruxelas

Durante uma visita à Espanha, a líder da oposição bielorrussa, Svetlana Tikhanovskaya, instou a União Europeia a ampliar as sanções contra o regime do presidente Alexander Lukashenko, incluindo a policiais ou responsáveis pelas seções eleitorais.

A União Europeia não reconhece o resultado das eleições de 9 de agosto, que Lukashenko afirma ter vencido, e impôs sanções contra cerca de oitenta figuras do regime, incluindo o presidente e seu filho.

“Não quero culpar ninguém, mas é raro ver tão poucas pessoas na lista de sanções”, disse Svetlana Tikhanovskaya, que afirma que 32 mil oponentes e manifestantes foram detidos pelas forças de segurança do governo.

“Há muitos responsáveis pelas atrocidades, violência e humilhação da dignidade dos cidadãos após as eleições. E a Europa pensa que há tão poucos responsáveis? A Europa pode fazer muito mais”, acrescentou em entrevista com a ministra espanhola das Relações Exteriores, Arancha González Laya.

A líder da oposição propôs estender essas sanções a "pessoas normais", como "policiais que batem em pessoas" ou "diretores de colégios onde ocorreu a fraude eleitoral".

Belarus está paralisada há vários meses por manifestações da oposição, que consideram Tikhanovskaya a vencedora das eleições com as quais Lukashenko pretende garantir o sexto mandato.

O presidente tem o apoio da Rússia e exclui quaisquer concessões importantes, prometendo uma vaga reforma constitucional para sair da crise e um diálogo simulado com oponentes presos.

A maioria dos líderes dissidentes foi presa, colocada em prisão domiciliar ou exilada, como Tikhanovskaya, atualmente na Lituânia.

dbh/mg/eg/jc/aa