Líder de sérvio-bósnios defende manutenção da força europeia na Bósnia

O líder político dos sérvio-bósnios, Milorad Dodik, declarou nesta sexta-feira (16) que apelará ao presidente russo, Vladimir Putin, para que a força europeia seja mantida na Bósnia, e assim impedir sua substituição por um contingente da Otan.

O mandato da missão militar europeia na Bósnia (Eufor-Althea), renovado anualmente pelo Conselho de Segurança da ONU, termina em 3 de novembro e a decisão sobre sua prorrogação deve ser tomada antes desta data.

Porém, em maio, durante uma sessão do Conselho, o governo russo criticou a missão, especialmente por ter sido reforçada depois que a Rússia invadiu a Ucrânia. Os comentários geraram especulações sobre se Moscou poderia vetar sua renovação.

Nesta sexta, o membro sérvio da Presidência tripartite da Bósnia, Milorad Dodik, anunciou em Belgrado que a missão Eufor-Althea será incluída na pauta de sua reunião com Vladimir Putin em 20 de setembro em Moscou.

"Será proposto ao presidente Putin que a Rússia atue a favor da prorrogação dessa missão [...] para evitar discussões a respeito (...) por exemplo sobre uma maior presença da Otan" na Bósnia, declarou Dodik à imprensa.

A Otan tem um quartel-general em Sarajevo, mas com poucos efetivos.

O papel da Eufor é garantir o respeito dos Acordos de Paz de Dayton, que encerraram a guerra na Bósnia em 1995, um conflito que deixou 100 mil mortos.

A Bósnia começou a se aproximar da Otan, mas os líderes políticos dos sérvio-bósnios se opõem a uma eventual adesão do país à Aliança Atlântica.

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