Reino Unido confirma que OPAQ analisará agente nervoso usado contra ex-espião

Londres, 16 mar (EFE).- O governo do Reino Unido afirmou nesta sexta-feira que a Organização para a Proibição das Armas Químicas (OPAQ) analisará uma amostra do agente nervoso utilizado no envenenamento do ex-espião Sergei Skripal e sua filha Yulia no último dia 4 de março em Salisbury, no sul da Inglaterra.

Segundo confirmou um porta-voz de Downing Street, na quarta-feira passada a primeira-ministra britânica, Theresa May, escreveu à OPAQ para "convidar-lhes formalmente" a verificar a análise do governo do agente nervoso, identificado pela polícia como "Novichok", uma substância militar altamente nociva de fabricação russa.

O representante permanente do Reino Unido na organização escreveu à secretaria técnica para convidar-lhes ao país e coletar uma amostra da substância, "em virtude do artigo 8 da Convenção de Armas Químicas", antecipou essa mesma fonte.

O governo afirmou que se está "debatendo" o momento exato no qual isto será realizado, mas detalhou que espera que o processo comece "iminentemente".

A OPAQ - da qual todos os países das Nações Unidas são membros, com exceção de Egito, Israel e das duas Coreias - afirmou hoje à Efe que "nenhum" de seus países-membros declarou possuir o agente nervoso utilizado no ataque de Salisbury.

Além disso, segundo confirmou um porta-voz da organização, há "muito pouca informação" nos seus registros e em outras fontes sobre este agente nervoso, razão pela qual os especialistas deste organismo estão "atualmente revisando toda a informação científica e técnica" disponível sobre o "Novichok". EFE