Especialistas da Opaq terminam missão de investigação em Douma, na Síria

Haia, 4 mai (EFE).- Os especialistas da Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq) terminaram nesta sexta-feira a missão de coleta de material e informações na cidade de Douma, na Síria, para investigar o suposto ataque químico de 7 de abril.

A organização explicou em comunicado que as amostras obtidas serão transferidas para seus laboratórios, situados na cidade holandesa de Rijswijk, perto de Haia, e para outros para realizar duas análises diferentes.

As análises às quais as amostras serão submetidas "levarão de três a quatro semanas", antes que a Opaq possa confirmar aos Estados-partes se houve ou não um ataque químico.

Enquanto espera para obter os resultados, a Opaq "continuará seu trabalho para compilar mais informação e material" que determine o que aconteceu em Douma, nos arredores de Damasco, há quase um mês, onde foi registrado um ataque que está cercado de dúvidas, já que nenhuma das partes conseguiu confirmar ou desmentir com provas o uso de armamento químico.

O diretor-geral da Opaq, o turco Ahmet Üzümcü, agradeceu aos membros da equipe de investigação por "sua coragem e profissionalismo", depois que conseguiram entrar em Douma em 21 de abril, uma semana depois de chegarem a Damasco.

As autoridades sírias e russas impediram seu acesso à cidade em questão, justificando o impedimento com base em "questões de segurança", apesar da insistência da comunidade internacional para que Damasco colabore com os investigadores.

Por causa desse suposto ataque químico, França, Estados Unidos e Reino Unido retaliaram o regime sírio com bombardeios de mísseis contra instalações governamentais onde supostamente eram produzidas e armazenadas armas químicas.

Por outro lado, a Rússia, aliada de Damasco no conflito armado, levou de Douma para Haia várias supostas testemunhas para que desmentissem em uma entrevista coletiva internacional que "tudo não passou de uma montagem do Ocidente", segundo a delegação russa na Opaq. EFE