Líder trabalhista britânico nega que tenha utilizado documentos de origem russa

Líder trabalhista Jeremy Corbyn

O líder do Partido Trabalhista britânico, Jeremy Corbyn, chamou de "teoria da conspiração" as afirmações de que os documentos governamentais que ele usou em sua campanha após vazamentos na internet tiveram origem russa.

Há uma semana, Corbyn exibiu 450 páginas de documentos que, segundo ele, mostram que o governo quer "vender" o sistema de saúde britânico (NHS) aos americanos, uma das principais questões das eleições legislativas na próxima quinta-feira.

O documento foi publicado inicialmente na rede social Reddit, que acredita que esse vazamento "faz parte de uma campanha identificada como proveniente da Rússia". A rede social fechou 61 contas suspeitas.

Na BBC, a ministra da Cultura britânica Nicky Morgan considerou "extremamente grave" que os documentos vazados durante a campanha eleitoral possam estar vinculados a uma campanha da Rússia.

"Absurdo", respondeu Jeremy Corbyn, acusando o primeiro-ministro Boris Johnson de "teoria da conspiração" e ressaltando que ninguém havia questionado a autenticidade desses documentos, cuja origem ele se recusou a revelar.

O líder da oposição, cujo partido está atrás nas pesquisas, cobrou de Boris Johnson "respostas ao que ele se recusa a fazer sobre doações russas" ao partido conservador.

Ele também foi criticado pelo adiamento de um relatório sobre suspeitas de interferência russa na política britânica.

Os documentos usados pelo Labour sobre o NHS "não mostraram o que Jeremy Corbyn e seu partido esperavam. Receio que seja apenas mais uma distração", disse Boris Johnson neste sábado.