Líder trabalhista pede que se evite "guerra civil" após suspensão de Corbyn

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Jeremy Corbyn violou a lei de igualdade com sua 'imperdoável' gestão das denúncias de antissemitismo, afirmou um órgão de controle britânico
Jeremy Corbyn violou a lei de igualdade com sua 'imperdoável' gestão das denúncias de antissemitismo, afirmou um órgão de controle britânico

O novo líder do Partido Trabalhista britânico, o centrista Keir Starmer, pediu nesta sexta-feira que seus membros se unam contra o antissemitismo e evitem uma "guerra civil" após a suspensão na véspera de seu líder anterior, Jeremy Corbyn. 

"Não quero uma divisão no Partido Trabalhista. Concorri às eleições presumindo que iria unir esse partido, mas também para enfrentar o antissemitismo", disse Starmer ao canal Sky News. 

"Podemos fazer as duas coisas. Não há razão para haver uma guerra civil dentro do nosso partido", acrescentou o advogado de 58 anos que sucedeu Corbyn em abril. 

Suspender o homem que relançou a popularidade do partido, atraindo tantos novos membros que a tornou o maior partido da Europa, ameaça reacender tensões internas entre radicais e moderados. 

Corbyn já recebeu forte apoio de sindicalistas e membros da extrema esquerda do partido depois de sua suspensão. 

Acusado por anos de abrigar posições antijudaicas entre alguns de seus membros, o Partido Trabalhista foi alvo de uma investigação independente que na quinta-feira denunciou falhas "indesculpáveis" decorrentes de uma "falta de vontade de enfrentar o antissemitismo" sob Corbyn. 

O ex-sindicalista de 71 anos, membro da ala mais esquerdista do partido, que o liderou de 2015 a 2020, questionou algumas dessas conclusões, culpando seus detratores por exagerarem.

Como resultado, ele foi suspenso do partido e do grupo parlamentar "enquanto se aguarda uma investigação", anunciou o partido, sem descartar uma sanção posterior que poderia levar à expulsão.

bur-acc/es/cc