Líderes da Câmara de SP falam em cassação de vereadora que teria agredido colega no banheiro

·2 min de leitura
***ARQUIVO***Sao Paulo, SP, BRASIL, 15-09-2020: Câmara Municipal de São Paulo (Foto: Eduardo Knapp/Folhapress)
***ARQUIVO***Sao Paulo, SP, BRASIL, 15-09-2020: Câmara Municipal de São Paulo (Foto: Eduardo Knapp/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - As principais lideranças da Câmara Municipal de São Paulo afirmam que o episódio de agressão entre as vereadoras Janaína Lima e Cris Monteiro, ambas do Novo, não passará impune.

"Cartão vermelho" é o que têm dito esses vereadores sobre Janaína, referindo-se a cassação. Eles dizem que ela feriu uma pessoa com 60 anos (ela tem 37) e fisicamente mais frágil. Janaína discursou no plenário na sequência, enquanto Cris, demonstrando abalo físico e emocional, socorreu-se junto a colegas e perguntava a respeito de providências a tomar.

As duas vereadoras registraram boletins de ocorrência relatando agressões no banheiro da Câmara durante discussão do projeto de reforma da previdência municipal na quarta-feira (10). Ambas divulgaram fotos com hematomas.

A versão de Janaína de que teria agido em legítima defesa não foi bem recebida por colegas, inclusive por alguns que estiveram com ela e a ouviram na sequência do episódio. Vereadores de todo o espectro político, da esquerda do PSOL à direita do PSL, manifestaram solidariedade a Cris e colocaram-se à disposição para auxiliá-la nas medidas cabíveis.

Eles procuraram a Mesa Diretora da Câmara, presidida por Milton Leite (DEM), para pedir providências.

"Fui agarrada, jogada no chão e segurada pelo pescoço. Tive minha peruca arrancada e pisoteada [Cris tem alopecia]. Quando caí no chão do banheiro da Câmara o barulho foi tão ensurdecedor que a GCM [Guarda Civil Metropolitana] teve que arrombar a porta e me resgatar aos prantos do chão!", escreveu Cris Monteiro nas redes sociais.

Neste primeiro momento, a Procuradoria da Câmara apura o ocorrido. Na sequência, a Corregedoria da Casa deverá ser acionada para tratar das possíveis sanções. Uma eventual cassação teria que ser votada em plenário pelos vereadores.

Nesta quinta (11), a Comissão de Ética do partido Novo determinou a suspensão liminar das filiações das vereadoras pelo período de apuração do ocorrido —o que não impedirá que exerçam seus mandatos.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos