Líderes da Câmara de SP têm consenso sobre punição dura a vereadora acusada de agredir colega

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***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 05.11.2020 - Retrato da vereadora Cris Monteiro (Novo). (Foto: Zanone Fraissat/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 05.11.2020 - Retrato da vereadora Cris Monteiro (Novo). (Foto: Zanone Fraissat/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Em reunião nesta terça-feira (16), as lideranças partidárias da Câmara Municipal de São Paulo discutiram o episódio de violência entre vereadoras do Novo no banheiro na semana passada e chegaram a um consenso: Janaína Lima deverá receber punição severa.

No encontro promovido por Milton Leite (DEM), presidente da Casa, vereadores dividiram-se entre suspensão de seis meses ou cassação de Janaína.

Para eles, pesam contra ela a diferença de idade (ela tem 37, Cris Monteiro, 60) e o fato de alguns dos ferimentos que ela mostrou posteriormente não aparecerem em filmagens logo após o ocorrido.

Janaína foi filmada discursando no plenário na sequência do episódio, o que também tem sido destacado pelos vereadores, que dizem que Cris, em contrapartida, demonstrando abalo físico e emocional, socorreu-se junto a colegas e perguntava a respeito de providências a tomar.

Também foi aventada uma pena branda para Cris, mas o assunto não evoluiu na reunião desta terça-feira.

As duas vereadoras registraram boletins de ocorrência relatando agressões no banheiro da Câmara durante discussão do projeto de reforma da previdência municipal na quarta-feira (10). Ambas divulgaram fotos com hematomas.

"Fui agarrada, jogada no chão e segurada pelo pescoço. Tive minha peruca arrancada e pisoteada [Cris tem alopecia]. Quando caí no chão do banheiro da Câmara o barulho foi tão ensurdecedor que a GCM [Guarda Civil Metropolitana] teve que arrombar a porta e me resgatar aos prantos do chão!", escreveu Cris Monteiro nas redes sociais.

Janaína tem dito nas redes sociais e em entrevistas que agiu em legítima defesa.

Neste primeiro momento, a Procuradoria da Câmara apura o ocorrido. A Corregedoria da Casa será acionada para tratar das possíveis sanções, que passam obrigatoriamente por votação em plenário.

A Comissão de Ética do partido Novo determinou a suspensão liminar das filiações das vereadoras pelo período de apuração do ocorrido —o que não impedirá que exerçam seus mandatos.

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