Líderes da UE se despedem do presidente do Parlamento Europeu com funeral de Estado

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Imagem fornecida pela presidência italiana do funeral do presidente do Parlamento Europeu, David Sassoli, em Roma (AFP/Handout)
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Os líderes da União Europeia, assim como os representantes das maiores instituições da Itália, se despediram, nesta sexta-feira (14), em Roma, com um solene funeral de Estado do presidente do Parlamento Europeu, David Sassoli, que faleceu na terça-feira aos 65 anos.

No funeral, realizado na Basílica de Santa Maria dos Anjos e dos Mártires, compareceram, entre outros, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, o chefe do Conselho Europeu, Charles Michel, o presidente da República Italiana, Sergio Mattarella, o primeiro-ministro italiano, Mario Draghi, e o presidente do Governo espanhol, Pedro Sánchez.

A guarda de honra acompanhou a chegada do caixão, coberto com a bandeira da União Europeia, uma imagem impactante já que se trata do primeiro alto líder da entidade a falecer no exercício de suas funções.

A cerimônia foi transmitida ao vivo pela televisão pública italiana RAI, sob o título "Ciao David", em uma homenagem muito comovente, devido ao fato de Sassoli, antes de entrar na política há mais de 10 anos, ter sido apresentador de um de seus noticiários.

Em uma igreja lotada de personalidades, o cardeal Matteo Zuppi, amigo pessoal de Sassoli, resumiu o legado do homem político: "Proteger os fracos e não deixar que se levantem muros", destacou o prelado.

Na quinta-feira, milhares de pessoas, desde cidadãos comuns até ministros e adversários políticos, fizeram fila para entrar na capela ardente instalada na sala do Capitólio de Roma.

Sassoli morreu na madrugada de terça-feira em um hospital do norte da Itália, onde foi internado em 26 de dezembro após uma "grave complicação devido a uma disfunção do sistema imunológico".

O italiano, que superou uma leucemia no passado, esteve internado no outono boreal (primavera no Brasil) por causa de uma pneumonia que o manteve afastado da atividade parlamentar durante várias semanas.

Seu mandato de dois anos e meio como chefe do órgão legislativo da União Europeia deveria terminar este mês.

A política maltesa Roberta Metsola é, desde 11 de janeiro, a presidente interina do Parlamento Europeu após a morte inesperada de Sassoli e o sucederá no cargo como titular.

Para o chefe de governo italiano Mario Draghi, a Itália perde "um profundo europeísta (...), um símbolo de equilíbrio, humanidade e generosidade".

Deputado europeu desde 2009, Sassoli foi eleito em julho de 2019 como presidente da Câmara após um acordo para distribuir a presidência dos principais cargos da União Europeia entre as três grandes bancadas.

Em virtude desse pacto, a direita obteve a presidência da Comissão Europeia, com Von der Leyen; os liberais de centro, a liderança do Conselho Europeu, com Charles Michel; e os socialdemocrata, o Parlamento.

Seu mandato foi marcado pela crise sanitária da covid-19 que obrigou o Parlamento Europeu, única instituição comunitária eleita diretamente, a trabalhar de forma remota.

Durante este período, Sassoli cedeu as instalações vazias do Parlamento em Estrasburgo e em Bruxelas para a preparação de refeições para pessoas carentes e para a instalação de um centro de testes de detecção da covid-19.

Em meados de novembro, Sassoli recebeu o "apoio unânime" de seu grupo para disputar um segundo mandato. À época, evitou se declarar oficialmente candidato, em meio às incertezas diante de seu estado de saúde.

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