Líderes do G-20 apoiam imposto mínimo global de 15% para grandes corporações

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ROMA — Líderes das maiores economias do mundo endossaram na cúpula do G-20, que ocorre em Roma, na Itália, a criação de um imposto global único de 15% para grandes corporações. O objetivo da medida é evitar que essas empresas transfiram suas operações a paraísos fiscais, onde os impostos são mais baixos, reduzindo empregos e investimentos em seus países de origem.

O acordo foi negociado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e assinado por 136 países, incluindo o Brasil. A expectativa é que seja formalizado neste domingo e que as regras comecem a valer em 2023.

O pacto imporia uma taxa mínima de de 15% em quase todos os países do mundo e puniria as economias que se recusassem a participar da tribiutação. A OCDE estima que o acordo levantará US$ 150 bilhões por ano em todo o mundo de empresas que praticam evasão fiscal.

— Chegamos a um acordo histórico para um sistema tributário mais justo e equitativo — disse o primeiro-ministro da Itália, Mario Draghi, em declarações na abertura da primeira sessão da cúpula.

A proposta de taxação mínima global teve como uma das principais defensoras a secretária do Tesouro americana, Janet Yellen.

Relatório do Observatório da Tributação da União Europeia, de junho deste ano, aponta que os países ricos seriam os maiores beneficiados pelas medidas, já que concentram grandes empresas.

Os Estados Unidos, por exemplo, arrecadariam cerca de 40 bilhões de euros, enquanto o Brasil arrecadaria em torno de 1 bilhão de euros, segundo dados do documento.

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