Líderes procuram soluções para retirar cereais bloqueados na Ucrânia

Como fazer sair pelos portos ucranianos do Mar Negro as toneladas de cereais que o país tem para fazer chegar ao mundo? É um quebra-cabeças para os líderes ocidentais, tratado nas reuniões ao mais alto nível, à medida que a crise alimentar se agrava.

Joe Biden disse na cimeira do Quad - Estados Unidos, Japão, Austrália e Índia -, em Tóquio: "A crise alimentar global é agravada pelo bloqueio da Rússia à Ucrânia de exportar os seus milhões de toneladas de cereais, e enquanto a Rússia continuar a guerra, os Estados Unidos irão trabalhar com os nossos parceiros para ajudar a liderar uma resposta global, porque pode afetar todas as partes do mundo".

A Grã-Bretanha está a abordar com aliados a hipótese de envio de navios de guerra para o Mar Negro para constituir um corredor de proteção dos cargueiros que transportem cereais ucranianos e quebrar o bloqueio russo.

Uma solução arriscada, mas o tempo urge para evitar uma crise alimentar mundial.

Os agricultores na Ucrânia dizem que já é tarde. Kees Huizinga, agricultor holandês há 20 anos no país afirma: "Restam ainda 25 milhões de toneladas e sementes de cereais e oleaginosas na Ucrânia, ou seja, um terço da colheita do ano passado, por isso já temos um enorme problema logístico, por isso já é tarde, já é tarde demais, mas.... A única opção para tirar o grão da Ucrânia é através dos portos do Mar Negro. Eles têm de estar abertos".

Conhecida como o celeiro da Europa, a Ucrânia tem mais de 25 milhões de toneladas de cereais que não podem ser exportados.

O Programa Alimentar Mundial está a alertar para uma falha catastrófica nas cadeias de abastecimento alimentar que poderá levar à fome e à instabilidade global.

As forças russas são acusadas de bloquear os portos ucranianos, interrompendo a distribuição de alimentos básicos a preços acessíveis, o que ameaça criar escassez de alimentos e agitação política em países de África, do Médio Oriente e da Ásia.

A Ucrânia e a Rússia exportam em conjunto um terço do trigo e cevada do mundo e metade do seu óleo de girassol. A Rússia é também um fornecedor de topo de fertilizantes, cujo preço não para de aumentar.

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