López Obrador denuncia assassinato de salvadorenha por policiais no México

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O presidente do México, Andrés Manuel López Obrador

O presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador, disse nesta segunda-feira (29) que a morte de uma salvadorenha agredida por policiais no balneário de Tulum (leste) foi um "brutal" assassinato e garantiu que os responsáveis serão punidos.

A salvadorenha Victoria Esperanza Salazar "foi dominada por quatro elementos, foi brutalmente tratada e assassinada. É um fato que nos enche de comoção, de dor e de vergonha", disse López Obrador.

O presidente mexicano se referiu a este acontecimento durante a inauguração de um fórum sobre o direito das mulheres, no qual o presidente da França, Emmanuel Macron, e o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, participaram com mensagens em vídeo.

"Quero dizer aos seus familiares, às mulheres salvadorenhas, mexicanas, às mulheres do mundo (...) que todos os responsáveis serão punidos, que já estão em processo de serem julgados e que não haverá impunidade", acrescentou o presidente.

Segundo relatos da imprensa mexicana, a mulher foi detida no sábado depois que moradores a denunciaram por perturbar a ordem pública.

Em um vídeo que circula nas redes sociais é possível ouvir a mulher reclamando ao ser dominada pelos policiais, enquanto em outro ela é observada imóvel diante dos olhos dos homens uniformizados.

- Força desproporcional -

Oscar Montes de Oca, promotor do estado de Quintana Roo (onde está Cancun), disse à rede de televisão Milenio que os quatro policiais envolvidos aplicaram, no momento da dominação de Salazar, "uma força desproporcional e com alto risco para a vida da vítima".

"Houve a ruptura de duas cervicais, o que provoca a fratura da parte superior da coluna e é assim que ocorre a morte", explicou.

Os policiais já estão detidos e serão apresentados a um juiz para serem julgados pelo crime de feminicídio, que é castigado com 50 anos de prisão.

Montes de Oca explicou que a salvadorenha, mãe de duas meninas, estava em uma mercearia quando discutiu com o gerente, que chamou a polícia.

Os policiais interceptaram a mulher quando ela estava saindo do estabelecimento.

O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, pediu a punição dos responsáveis.

"Estou seguro de que o governo mexicano aplicará todo o peso da lei aos responsáveis. Somos povos irmãos, há pessoas ruins em todos os lugares, nunca esqueceremos disso", disse o presidente no Twitter.

O chanceler mexicano Marcelo Ebrard disse nesta segunda-feira que a morte de Salazar foi um "ato criminoso, indignante e inaceitável" e destacou que mantém contato com o presidente salvadorenho.

"Vamos informá-lo de cada passo para agirmos em conjunto", explicou Ebrard, acrescentando que Bukele sempre se mostrou respeitoso ao México.

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