López Obrador enviará carta a Biden para insistir em proposta de vistos para centro-americanos

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O presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, recebe a vice-presidente dos EUA, Kamala Harris, no Palácio Nacional da Cidade do México, 8 de junho de 2021 (AFP/JIM WATSON)
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O presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, informou nesta quinta-feira (2) que enviará uma carta ao colega americano, Joe Biden, para insistir na proposta de conceder vistos de trabalho a centro-americanos e mexicanos para atacar a raiz da migração irregular.

“Vou pedir novamente ao presidente Biden na próxima semana. Vou mandar uma carta a ele porque não podemos ficar apenas prendendo, detendo, temos que enfrentar as causas. As pessoas não partem de suas casas por prazer", argumentou o presidente mexicano em sua habitual coletiva matinal.

O líder esquerdista propôs a Biden levar para a Guatemala, Honduras e El Salvador um de seus emblemáticos programas assistenciais, o "Sembrando Vida (Semeando Vida)", para gerar 1,2 milhão de empregos no setor agrícola da região.

López Obrador propõe que centro-americanos e mexicanos obtenham um visto de trabalho para os Estados Unidos após participarem desse programa de desenvolvimento agroflorestal por três anos.

A iniciativa foi apresentada diretamente a Biden em abril passado, durante uma cúpula virtual do clima.

Sobre a dissolução nesta semana de duas caravanas de migrantes, compostas principalmente por centro-americanos, López Obrador explicou que seu governo busca contê-los "na medida do possível".

“Permitir (...) que atravessem o nosso país representa muitos riscos de violações dos direitos humanos, especialmente na fronteira norte”, justificou o presidente.

Nesta quinta-feira, um terceiro grupo, de 150 pessoas composto em sua maioria por migrantes haitianos, foi detido pelas autoridades mexicanas no município de Escuintla, no estado de Chiapas, segundo fontes da Guarda Nacional.

Como as outras duas caravanas de migrantes, os viajantes decidiram deixar a cidade vizinha de Tapachula, acusando as autoridades mexicanas de não lhes fornecerem documentos de imigração para permanecerem legalmente no país.

Os migrantes, fugindo da violência e da pobreza em seus países de origem, procuram chegar aos Estados Unidos em busca de refúgio.

Após a chegada do democrata Biden à presidência dos Estados Unidos, multiplicou-se o número de migrantes que tentam fazer a travessia ilegal do México, muitos deles menores.

Para conter a migração ilegal, o governo mexicano destacou mais de 27.000 militares das forças armadas para suas fronteiras sul e norte.

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