La Samaritaine, símbolo e joia arquitetônica de Paris, reabrirá em junho

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Esta foto de arquivo de 19 de novembro de 2019 mostra vista interna do antigo centro comercial La Samaritaine, em Paris, reformado para abrigar um complexo incluindo uma loja de departamentos, um hotel cinco estrelas, unidades de habitação social, escritórios e uma creche

A Samaritaine, joia da art nouveau e art déco, que abrigava grandes armazéns emblemáticos de Paris, reabrirá em 19 de junho após permanecer fechada por 16 anos para restauração por motivos de segurança, informou seu proprietário, o grupo francês de luxo LVMH.

A famosa loja da rua de Rivoli fechou em 2005 devido à deterioração e tinha previsto reabrir as portas ao público em 2020 por ocasião de seu 150º aniversário. Mas vários litígios e a pandemia o impediram.

O LVMH, acionista majoritário da La Samaritaine desde 2001, teve que esperar até 2015 para validar a permissão de construção e restauração. Entre 2012 e 2015, as obras foram suspensas por causa de recursos apresentados por associações de preservação do patrimônio, que denunciavam a criação de uma fachada de vidro contemporânea.

A nova Samaritaine terá um hotel de luxo Cheval Blanc (marca do LVMH) com 72 quartos e suítes com vista para o Sena, cuja data de abertura é desconhecida.

O edifício também abriga 15.000 m² de escritórios, uma creche de bairro com 80 vagas e 97 moradias sociais.

Joias da art nouveau e da art déco, os quatro edifícios - inclusive um catalogado como monumento histórico - foram reestruturados respeitando os elementos de época, como os mosaicos, portas francesas, tetos de vidro e varandas de ferro forjado. As obras custaram 750 milhões de euros (915 milhões de dólares)

As lojas vão ocupar 20.000 m² (contra os 30.000 m² de 2005), com uma seleção de cerca de 600 marcas de luxo.

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