LAAC 2023: argentino mantém vantagem e conquista o título; Fred Biondi fica em sétimo no torneio

Depois de um dia como teve no último sábado, era muito difícil que o argentino Mateo Fernández de Oliveira não terminasse o final de semana com o troféu do Latin America Amateur Championship (LAAC). Depois de conseguir finalizar a terceira rodada com -9, pontuação que o levou para o domingo com a maior vantagem da história do LAAC, de -4, Mateo finalizou o dia decisivo com -5 e se sagrou campeão do torneio.

Com o título, Mateo terá a oportunidade de disputar, além do The Open (Reino Unido) e do Masters (Estados Unidos), que já faziam parte do “prêmio” para o vencedor do LAAC em edições anteriores, o U.S Open, que também compõe o Majors. A vaga para o Aberto dos EUA é a grande novidade da temporada.

O mexicano Luis Carrera, com -19, e o também argentino Vicente Marzilio, com -17 em relação ao par do campo nos quatro dias, fecharam o pódio.

Por sua vez, Fred Biondi, principal competidor do Brasil no torneio, teve no domingo o seu melhor desempenho. O brasileiro fez -7 em relação ao par do campo e teve, ao lado do mexicano José Islas, o melhor resultado do dia.

— Foi ótimo. Eu comecei bem mal de novo (risos), estava com +2 nos primeiros quatro buracos, depois consegui nove abaixo nos próximos 14. Foi bem especial essa última volta, como um bônus. Não precisava, mas deu tudo certo e foi bom. Sentimento é de felicidade. Não dá para ganhar todos. Mesmo quando temos dias ruins, conseguimos dar a virada e fazer do limão uma limonada — resumiu Biondi.

Por mais que não tenha alcançado a expectativa inicial, que era de título depois do vice-campeonato na edição de 2022 do LAC, Biondi mostrou bom poder de recuperação. Começo o torneio com -2 e pontuação igual ao par, depois cresceu de rendimento e marcou -3 e -7 no fim de semana. O brasileiro analisou a participação no Grand Reserve Golf Clube, em Porto Rico.

— Foi muito sólido para mim. Não foi muito bom, nem muito ruim. Me diverti bastante e isso foi bom — disse Fred, que falou sobre os próximos compromissos da temporada. — Vou voltar e jogar pela faculdade lá nos Estados Unidos (Fred é atleta e estudante de Finanças na Universidade da Flórida), estudar, porque tenho que fazer tudo direitinho, e depois disputar um torneio do PGA Tour (liga profissional de golfe) aqui nesse mesmo campo.

A expectativa de Fred Biondi e seu estafe é que o jogador consiga se tornar profissional de golfe em maio, o que é um feito considerado difícil pelos atletas da modalidade. Por isso, há no jovem de 22 anos a esperança de que, com bons desempenhos nos campeonatos que estão por vir, possa ajudar a fazer com que o golfe cresça no Brasil.

— Para mim, acho que o jeito mais fácil é o sucesso. Quando você joga bem e traz a mídia, a visibilidade aumenta muito na cultura. Fora disso, acho que é tentar fazer programas para incentivar as crianças a jogarem. É uma coisa difícil, mas com certeza não é impossível.

*O repórter viaja a convite da organização.