Lacoste é criticada nas redes após campanha publicitária sem rappers e funkeiros

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RIO - Depois de inaugurar seu primeiro perfil regional, voltado para o Brasil, a Lacoste divulgou nesta terça-feira sua nova campanha publicitária. Como protagonistas, a grife decidiu usar o cantor Jão, o ator João Guilherme, a empresária Helena Bordon e a modelo Pretta Mesmo - a única de pele negra dentre os quatro. Nas redes sociais, muitos internautas criticaram a marca por não chamar um rapper ou funkeiro para estrelar o lançamento, já que esses artistas constantemente aparecem em clipes com essas roupas.

A repercussão da campanha foi tamanha que, na tarde desta terça, o nome da Lacoste chegou a figurar na lista de assuntos mais comentados do Twitter. Intitulada de “Crocodilos Jogam Juntos”, uma tradução da versão global “Crocodiles Play Collective”, a peça publicitária traz como bandeira a diversidade e a celebração das diferenças.

Para os internautas, porém, a marca errou ao não escolher um cantor de rap ou funk com um dos protagonistas. As críticas também questionaram se a Lacoste gostaria, de fato, de associar seu nome e seus produtos a artistas periféricos, embora as roupas sejam amplamente usadas por essas pessoas, como o rapper Kyan e o funkeiro MC Poze do Rodo.

Já na noite desta terça-feira, no entanto, a grife repostou dois vídeos nos Stories de seu perfil no Instagram: o primeiro, com o rapper MD Chefe, que era um dos pedidos dos internautas nas redes sociais. O artista possui, inclusive, uma música que leva o nome da marca: “Rei Lacoste”, gravada com DomLaike. O segundo vídeo mostra a funkeira MC Dricka, que anunciou que vai apresentar a nova coleção da marca em seu perfil.

Aparentemente, um terceiro artista também seria parte deste movimento, o que não se concretizou. Em resposta a uma crítica de um internauta, que pedia a presença do rapper Kyan, a Lacoste escreveu: “Vocês querem @kyancria aqui?”.

Mais tarde, no entanto, Kyan publicou uma mensagem enigmática, sem citar nenhum nome, mas que foi interpretada como uma resposta à marca.

— Não sou vira-lata, não vou aceitar que apenas me usem. Sou um artista que fecha contrato de acordo com minha proporção, não quero mimos. Quero ser pago como um branco é pago, abaixo disso, não me interessa — escreveu o rapper paulista, nascido na Baixada Santista.

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