Ladrão rouba carro, se arrepende e devolve com tanque cheio e pedido de desculpas

Arrependido, ladrão deixa bilhete em carro roubado (Foto: Reprodução/TV Globo)
Arrependido, ladrão deixa bilhete em carro roubado (Foto: Reprodução/TV Globo)

Em Cariacica, no Espírito Santo, no último domingo (28), um ladrão roubou um carro, se arrependeu do crime e resolveu devolver o veículo com o tanque cheio e um pedido de desculpas.

O arrependimento do criminoso ocorreu depois que ele percebeu que havia uma cadeirinha de uma criança especial dentro do automóvel.

Um bilhete foi deixado dentro do carro com o pedido de desculpas.

“O crime pede perdão. Na hora da tensão, não deu pra ver o problema da criança. E o carro está sendo devolvido. Tanque cheio!”, dizia um bilhete.

A vítima, a dona de casa Rosyneide Almeida, conta que dois bandidos se aproximaram quando ela guardava o veículo da família na garagem de sua casa, e um deles a abordou para roubar o automóvel.

Segundo o portal g1, dentro do carro estavam os dois filhos de Rosyneide, Cauã, de 4 anos, e Isadora, de 10, que foram retirados do veículo pela mãe a pedido do criminoso.

Com sequelas de uma encefalite sofrida quando tinha pouco mais de um ano de idade, Cauã estava no colo da irmã no momento do roubo, mas o carro possuía uma cadeirinha especial para o transporte do menino.

“A cadeirinha era essencial, a gente comprou com muita dificuldade, a gente conseguiu parte de doação, porque é um carrinho adaptado, então o custo é muito alto”, diz a vítima.

A família, então, fez uma campanha nas redes sociais para que o carro fosse encontrado. Mas não esperava o que viria a seguir.

Diante disso, uma amiga da família viu o carro na rua e informou a polícia. E ao verificarem o veículo, os oficiais encontraram um bilhete deixado pelo assaltante para a mãe da criança com um pedido de desculpas e o tanque do veículo cheio de combustível.

“A gente não acredita que é verdade que a gente vai passar por isso e quando eu passei fiquei muito abalada e totalmente desacreditada do ser humano. Quando eu peguei esse bilhete, fiquei até feliz em saber que eles conseguem ter compaixão com a dor do outro”, completou Rosyneide.