Lançamento de mísseis da Coreia do Norte testa Biden e alarma Japão antes da Olimpíada

Josh Smith e Antoni Slodkowski
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Bandeira da Coreia do Norte na embaixada do país em Kula Lumpur

Por Josh Smith e Antoni Slodkowski

SEUL/TÓQUIO (Reuters) - A Coreia do Norte lançou dois supostos mísseis balísticos no mar perto do Japão nesta quinta-feira, sublinhando o progresso constante de seu programa de armas e aumentando a pressão sobre o novo governo dos Estados Unidos no momento em que a nova gestão em Washington elabora sua política para Pyongyang.

Os testes aparentes foram relatados por autoridades dos EUA, da Coreia do Sul e do Japão, e coincidiram com o início do revezamento da tocha olímpica em solo japonês.

Estes seriam os primeiros mísseis balísticos testados pela Coreia do Norte em quase um ano e os primeiros relatados desde que o presidente norte-americano, Joe Biden, tomou posse em janeiro.

Analistas disseram que os testes de mísseis mais recentes não significam que a diplomacia da desnuclearização está morta, mas que ressaltam uma verdade inconveniente para o governo dos EUA: o arsenal de Pyongyang está melhorando, o que cria novas ameaças e aumenta o poder de barganha em potencial caso as conversas sejam retomadas.

"Cada dia que passa sem um acordo que tente diminuir os riscos representados pelo arsenal nuclear e de mísseis da Coreia do Norte é um dia em que este se torna maior e mais nocivo", disse Vipin Narang, especialista em questões nucleares do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, nos EUA.

Os lançamentos desta quinta-feira ocorreram poucos dias depois de a Coreia do Norte lançar vários mísseis de cruzeiro em um exercício que Biden disse não ter sido uma provocação, mas algo "corriqueiro".

"O primeiro lançamento em pouco menos de um ano representa uma ameaça à paz e à estabilidade do Japão e da região e viola resoluções da ONU (Organização das Nações Unidas)", disse o primeiro-ministro japonês, Yoshihide Suga, em comentários transmitidos pela emissora pública NHK.

(Por Antoni Slodkowski e Tim Kelly em Tóquio, Josh Smith e Sangmi Cha em Seul e Phil Stewart, Idrees Ali e David Brunnstrom em Washington; reportagem adicional de Cate Cadell em Pequim)

((Tradução Redação São Paulo, 5511 56447759)) REUTERS ES