Larvas de moscas e até baba de caracol podem ajudar a curar ferimentos


Cientistas da Universidade Johns Hopkins, nos EUA, desenvolveram variedade de mosquito com genes modificados a …
As larvas de mosca contribuem para curar as feridas. Os mosquitos com seus genes modificados ajudam a combater a malária. A baba do caracol é útil para regenerar a pele. A fauna se transformou em uma grande aliada da Medicina.

Médicos, enfermeiros, técnicos de laboratório e profissionais de saúde contam com o desconhecido apoio de uma verdadeira legião de “auxiliares” e “colaboradores” em sua árdua tarefa de curar as doenças e reparar as lesões: os animais e insetos apresentam substâncias e ferramentas terapêuticas.

Cada vez mais especialistas estão solicitando às autoridades de saúde que se divulgue o uso de larvas de mosca para curar as infecções, gangrenas e úlceras, porque estas criaturas são capazes de limpar uma ferida 18 vezes mais rápido que os tratamentos farmacológicos comuns.

Em alguns casos, a “tratamento larval”, usado no Reino Unido, Israel, Suíça e Alemanha pode ser uma alternativa mais eficaz e econômica que os antibióticos, e se aplica em feridas infectadas sem problemas, segundo o médico José Contreras Ruiz, do Hospital Geral Dr. Manuel Gea González (México) e pioneiro na América Latina desta técnica que usada no México, Colômbia, Argentina e Chile.

Segundo o dermatologista mexicano, as larvas da mosca Lucilia sericata ou "mosca verde" são colocadas em uma rede de nylon na ferida durante dois ou três dias e ingerem a carne infectada, matando as bactérias e estimulando o crescimento do tecido saudável.

Entre as desvantagens da “larvaterapia” estão que se dispõe de pouco tempo para aplicá-la, porque as larvas se transformam em moscas em três dias, assim como a rejeição psicológica que este método pode causar no paciente e no profissional de saúde.

No entanto - segundo Ruiz - as vantagens compensam amplamente estes inconvenientes, já que "a seletividade e rapidez com que as larvas trabalham, comendo tudo o que está morto e deixando intacto o tecido vivo, permitem uma limpeza profunda da ferida".

Insetos antimalária
Cientistas da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, desenvolveram uma variedade de mosquito com seus genes modificados artificialmente, o que fez com que esses insetos sejam resistentes a um dos tipos de parasitas causadoras da malária, uma doença que mata milhões de pessoas a cada ano.

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