Líder indígena executado no MS foi baleado com cinco tiros nas costas, diz laudo

Líder indígena foi executado com cinco tiros nas costas em Amambai (MS) - Foto: Reprodução
Líder indígena foi executado com cinco tiros nas costas em Amambai (MS) - Foto: Reprodução

Laudo médico do Instituto Médico Legal, aponta que Vitorino Sanches, de 60 anos, líder indígena, morto por pistoleiros em Amambai (MS), foi executado com cinco tiros nas costas.

A vítima chegou a ser socorrida para um hospital, mas não resistiu aos ferimentos. O atentado desta terça-feira (13) foi o segundo que o indígena Guarani-Kaiowá sofreu em um pouco mais de um mês.

No início de agosto, a liderança indígena sobreviveu a uma emboscada onde o carro dele foi alvejado com mais de dez tiros. Segundo informações de testemunhas, Vitorino estava próximo de um veículo quando dois pistoleiros se aproximaram e dispararam contra ele.

O clima na região de Amambai é de muita tensão desde junho, quando um outro indígena foi morto a tiros por policiais em um processo de retomada de terra.

Polícia Militar e Civil atenderam a ocorrência e procuraram por câmeras de segurança para ajudar nas investigações. O caso segue em investigação.

No dia 2 de agosto, Vitorino estava no veículo, quando foi alvo de tiros. Ele foi ferido por dois disparos e se recuperou no hospital local. O carro da liderança foi atingido por pelo menos 15 disparos de arma de fogo, tendo dois deles atingido a vítima.

Vitorino foi baleado no braço e na perna e encaminhado para o Hospital Regional da cidade. Após receber alta médica, ele prestou depoimento na delegacia da cidade.

O indígena era uma liderança na cidade. Vitorino disputou o cargo de Capitão da Aldeia em 2012 e já se candidatou a vereador por Amambai, em 2016.

No dia 31 de julho, houve eleição para escolha do capitão da reserva. Diante dos diversos conflitos envolvendo lideranças da região, a Polícia Federal e demais forças de segurança atuaram preventivamente para evitar crimes durante o pleito.

Na época do primeiro atentado, a Polícia Civil investigava se o ataque tinha relação com outras duas mortes de indígenas registradas nos últimos meses na região ou então com as eleições indígenas realizadas na região.