Laudo confirma que Rayane foi morta por asfixia e fratura no pescoço

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A Polícia Civil de Mogi das Cruzes, região metropolitana de São Paulo, divulgou o primeiro laudo sobre a morte da jovem Rayane Alves Paulino, de 16 anos. O documento confirma que o óbito por asfixia.

Rayane foi encontrada morta no dia 28 de outubro em Guararema (SP), após ficar oito dias desaparecida. Michel Flor da Silva, de 28 anos, está preso desde o dia 30 e confessou ter cometido o crime.

Ao UOL, o delegado Rubens José Ângelo confirmou que os legistas indicaram a causa da morte como asfixia mecânica por estrangulamento. “A vítima apresentou uma fratura no osso hioide, na região do pescoço, indício claro de morte violenta. Acreditamos ter sido causado por um golpe mata-leão que o suspeito aplicou. Além disso, tinha um sulco causado pelo cadarço que ele utilizou para estrangulá-la”, detalhou.

Rayane desapareceu no dia 21 de outubro, depois de sair de uma rave em um sítio. Segundo as duas amigas que foram ao evento com ela, a estudante teria dito que o pai a buscaria após ter bebido e passado mal. No entanto, o pai relata não ter sido procurado pela filha. 

Do sítio, Rayane pegou uma carona com um motorista de aplicativo rumo à rodoviária de Guararema. Michel disse que abordou a adolescente no local, onde trabalhava como segurança. Ele ofereceu carona à jovem, que aceitou.

No caminho, o segurança informou que manteve relações sexuais consensuais com Rayane, informação que a polícia contesta. Após o ato sexual, o suspeito disse que foi ameaçado pela adolescente. Ela teria dito que contaria ao pai dela que havia sido estuprada por Michel.

Nesse momento, segundo a polícia, Michel disse que se descontrolou e asfixiou Rayane usando o cadarço da bota da jovem. As autoridades realmente acreditam que houve estupro devido a uma tentativa de ligação que Rayane fez ao 190 enquanto estava com o homem, o que indica que ela estava em uma situação de perigo.

No inquérito policial, ainda serão anexados outros laudos periciais, como toxicológico e o resultado do exame para constatar a presença de espermatozoides na vítima.

Michel cumpre prisão temporária, que deve ser convertida para provisória, ou seja, sem prazo para acabar. Ele deverá responder por homicídio quadruplamente qualificado (motivo torpe, meio que dificultou a defesa da vítima, crueldade e assegurar a impunidade por um outro crime), estupro e ocultação de cadáver.