Laurel Hubbard, primeira mulher trans nas Olimpíadas, vence prêmio de esportista do ano em universidade neozelandesa

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RIO — Laurel Hubbard, primeira mulher trans a participar de uma Olimpíada, fez história novamente. A halterofilista de 43 anos ganhou, nesta semana, o prêmio de esportista do ano pela Universidade de Otago, na Nova Zelândia, seu país natal. Com isso, ela tornou-se a primeira atleta transgênero a receber este título, em 113 anos da instituição.

Ao "Otago Daily Times", Laurel celebrou a vitória e agradeceu às pessoas próximas pelo apoio para seguir sua carreira no levantamento de peso.

— Não é possível para os atletas competirem no nível olímpico sem o incentivo e apoio de amigos, familiares e torcedores. Este prêmio pertence a todos que fizeram parte da minha jornada olímpica — afirmou.

Embora Laurel não tenha ganhado medalhas em Tóquio, Michaela Waite-Harvey, presidente da associação de estudantes na universidade, destacou que ela mereceu o prêmio.

— Não poderíamos pensar em ninguém mais digna como esportista do ano do que Laurel Hubbard, que representou Otago e a Nova Zelândia incrivelmente bem nas Olimpíadas de Tóquio deste ano — disse ela, ainda segundo a mídia local.

Laurel iniciou sua transição de gênero em 2012 e vinha competindo entre as mulheres desde 2017. Sua participação nas Olimpíadas de Tóquio foi considerada histórica pelo Comitê Olímpico Internacional (COI). No entanto, a presença de Laurel na competição também despertou reações negativas e ataques virtuais.

Antes da transição de gênero, ela chegou a disputar competições de levantamento de peso por categorias masculinas na Nova Zelândia, na década de 1990, mas se afastou das competições em 2001, aos 23 anos, retornando apenas em 2017, já na categoria feminina.

Laurel foi medalhista de prata no Mundial de 2017, na categoria acima de 90 kg, e ouro nos Jogos do Pacífico, em 2019, sem nunca levantar acima de 300 kg no somatório entre arranque e arremesso.

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