Lava Jato atuou para tirar Lula da eleição, diz líder do governo

Colaboradores Yahoo Notícias
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Brazil's Health Minister Ricardo Barros delivers a speech during the ceremony, also attended by President Michel Temer, to grant the Order of Medical Merit, an order conferred by the Brazilian government on civilians and servicemen in recognition for their outstanding work in the field, at Planalto Palace in Brasilia, on October 17, 2017. The recommendation of Brazil's Lower House's Constitution and Justice Commission after analyzing graft charges against Temer, is voted on Tuesday by the full house. If 342 of 513 deputies vote against Temer he is to be put on trial in the Supreme Court. Any less and the charges would be thrown out as long as he remains in office. / AFP PHOTO / EVARISTO SA (Photo credit should read EVARISTO SA/AFP via Getty Images)

Líder do governo na Câmara, o deputado federal Ricardo Barros (PP-PR) criticou a “parcialidade” da Lava Jato e disse que a operação agiu para tirar da eleição de 2018 o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, então líder das pesquisas, preso em abril daquele ano.

“É claro que há uma parcialidade na posição da Lava Jato, todos sabem disso. É evidente, é visível. Tirou o Lula da eleição, produziu uma situação nova para o país, a interpretação [da lei] mudou... Era uma [interpretação], mudou para prender Lula. Passou a eleição, mudou para soltar Lula. Não precisamos fazer muito esforço para perceber ativismo político”, disse o parlamentar em entrevista ao UOL.

Barros, que foi ministro da Saúde no governo de Michel Temer, também reclamou que o Ministério Público e a Justiça não são responsabilizados pelos erros que cometeram durante os julgamentos.

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“Quem sabe quem não vai ganhar uma eleição no Brasil? O MP e o Judiciário, porque eles agem contra o cidadão no meio da campanha, prendem, fazem busca e apreensão, tiram a pessoa do processo político. E depois de alguns anos, se ficar provado que não era nada... Não era nada, bate nas costas. Nem pedir desculpa eles pedem”, opinou.

O deputado ainda apontou outra falha da Lava Jato: a falta de isenção na atuação do ex-juiz Sergio Moro, que deixou o Ministério da Justiça e da Segurança Pública em abril, acusando o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de tentar interferir politicamente no comando da Polícia Federal.

“O fato de já ter dois votos afirmando que ele [Moro] não foi isento já é uma leitura que a população precisa considerar”, disse o líder do governo, se referindo ao julgamento da suspeição do ex-juiz em relação ao caso do tríplex do Guarujá (SP), envolvendo Lula. “Não é para isso que existe o Judiciário. A Justiça é cega e, no caso da Lava Jato, tem olhado para uns [de forma] diferente do que olha para outros.”