Lavagem nasal: aprenda como fazer e descubra riscos e benefícios da prática

O inverno é a época das doenças respiratórias. Rinite, alergias, nariz entupido e coriza são queixas frequentes quando começa a esfriar e a temporada de gripes e resfriados se inicia. Um método que vem ganhando popularidade é a lavagem nasal.

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A otorrinolaringologista Luana Pais explica que a lavagem nasal tem que ter "grande volume e pouca pressão". Na prática, isso significa lavar o nariz com uma grande quantidade de soro fisiológico — com concentração 0,9% — mas sem fazer muita força com os dispositivos utilizados (geralmente seringa ou lavadores nasais). Para bebês e crianças menores, a quantidade recomendada é de 1ml a 5ml. Para adolescentes e adultos, o ideal é utilizar de 20ml para cima.

— Não precisa fazer força, pode ser devagar, porque é a baixa pressão que vai fazer com que o soro entre em todas as regiões da face. Assim, vai retirando as secreções, os vírus e tudo que estiver incomodando — orienta Luana.

A lavagem nasal tem riscos?

A médica orienta que a forma correta de injetar o líquido é em direção à nuca, e não à testa. Assim, há menos risco de o líquido ir parar no ouvido, o que pode acontecer, já que há um ponto de conexão entre o final da passagem nasal e o canal auditivo. Para evitar que isso aconteça, também é importante lembrar da regra da baixa pressão e, se for necessário, repetir o procedimento, sempre com pouca força, até que o nariz esteja limpo.

Luana também indica fazer a prática de boca aberta, para evitar que o soro vá para a garganta.

— Não há uma quantidade máxima de lavagens permitidas por dia, quanto mais vezes melhor. Para a prevenção, recomenda-se fazer duas vezes por dia, e quando o paciente está com o nariz entupido, aumentar para quatro ou repetir até o incômodo passar — afirma Luana.

A otorrinolaringologista afirma que se um paciente sofre com o quadro de nariz entupido e não apresenta melhoras após as lavagens ou se o incômodo vem acompanhado de outros sintomas como febre e dores de cabeça, a melhor alternativa é procurar um especialista.

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