Após 20 dias de megaoperação, Lázaro Barbosa é capturado e morto em Goiás

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  • Após 20 dias, governador de Goiás confirma captura e morte de Lázaro Barbosa

  • Buscas pelo homem, apelidado de "serial killer do DF", ganharam repercussão nacional

  • Já condenado por assassinatos e estupros, ele era acusado de executar uma família inteira

Após 20 dias de uma grande ação, que mobilizou mais de 270 policiais, Lázaro Barbosa foi capturado e morto nessa segunda-feira (28), em Goiás. A informação da captura foi divulgada por Ronaldo Caiado, governador do estado. O óbito foi confirmado pela Polícia Civil.

Lázaro era condenado por assassinatos e estupros. Ele estava sendo procurado por uma série de crimes na Bahia e em Goiás. Há também uma acusação de que ele teria executado quatro pessoas de uma mesma família, o que lhe rendeu o apelido de "serial killer do DF". 

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"Como eu disse, era questão de tempo até que a nossa polícia, a mais preparada do País, capturasse o assassino Lázaro Barbosa. Parabéns para as nossas forças de segurança. Vocês são motivo de muito orgulho para a nossa gente! Goiás não é Disneylândia de bandido", disse o governador Ronaldo Caiado em uma rede social.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP) de Goiás, corpo de Lázaro deve ser encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML).

Busca mobilizou o país

Lázaro estava foragido há 20 dias e vinha sendo procurado pelas polícias do DF e de Goiás. No inicio da ação, houve boatos de que ele teria sido capturado e morto. As polícias Civil e Militar do Distrito Federal e de Goiás negaram a notícia horas depois.

Ele era buscado por matar quatro pessoas, balear três, invadir chácaras, fazer reféns e atear fogo em uma casa. Ibaneis Rocha, governador do Distrito Federal, chegou a se queixar da demora na captura do suspeito: “vem fazendo a polícia do Distrito Federal e do Goiás quase como de bobas”.

A notoriedade do caso despertou comentários das maiores autoridades políticas do país. O vice-presidente Hamilton Mourão classificou a ação como “buscar leão na selva”: Vai batendo o mato. É uma operação demorada, não é simples", disse. Já o presidente Jair Bolsonaro aproveitou o caso para defender o porte de armas entre os brasileiros: Arma deixa você dormir em paz em casa, disse.

Companheira de Lázaro temia sua morte

A caçada para encontrar o suspeito preocupava a companheira de Lázaro, que dizia esperar que ele se entregasse e esfriasse a repercussão do caso devido a megaoperação policial.

 Em entrevista ao jornal Correio Braziliense, ela contou estar estarrecida com os crimes dos quais o companheiro é suspeito — as mortes de quatro pessoas da mesma família no DF e de uma em Goiás — e diz temer que Lázaro acabe morto: "Temos medo de receber a notícia de que ele morreu".

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