Lázaro roubou queijo, carregador de celular, R$ 30 e fugiu de fazenda, diz morador

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<p>Foragido há oito dias e espalhando uma onda de crimes pelo centro-oeste do país, Lázaro Barbosa já mostrou sua capacidade como fugitivo em 2018. Naquele ano, escapou de uma cadeia pelo teto da cela.</p>
Foragido há oito dias e espalhando uma onda de crimes pelo centro-oeste do país, Lázaro Barbosa já mostrou sua capacidade como fugitivo em 2018. Naquele ano, escapou de uma cadeia pelo teto da cela
  • Lázaro Souza invadiu uma fazenda e roubou queijo e um carregador de celular antes de fugir, diz caseiro

  • 'Serial killer do DF' é procurado após matar uma família e aterrorizar moradores durante a fuga

  • Ele é acusado de matar quatro pessoas, balear três, invadir chácaras, fazer reféns e atear fogo em uma casa

O caseiro Aleilton Carvalho, morador da região de Cocalzinho de Goiás, contou que Lázaro Barbosa invadiu a fazenda de um vizinho e roubou itens da casa. O homem relata que o suspeito, conhecido como "Serial Killer do Distrito Federal", arrebentou a porta, entrou no local e fugiu em seguida.

"Ele invadiu a casa, pegou um queijo, um carregador e R$ 30. O menino que mora lá informou para nós que ele revirou o guarda-roupa caçando mais outras coisas", narrou o caseiro em entrevista ao portal G1.

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O morador falou que Lázaro, suspeito de matar uma família em Ceilândia, antes de invadir o local na última sexta-feira (18), foi visto na mata perto de uma fazenda. Aleilton disse que o dono da propriedade chamou os policiais e ligou para ele assim que viu o criminoso.

Chegando ao local, o caseiro afirma ter visto um rastro de sapato que pode ser de Lázaro Barbosa.

"A polícia confirmou que era o rastro do tênis dele. Estava molhado ainda e tinha pouco tempo que ele tinha passado lá. A polícia chegou muito perto ontem", explicou o caseiro.

Lázaro é acusado de matar quatro pessoas, balear três, invadir chácaras, fazer reféns e atear fogo em uma casa. A PM informou que ele disparou 15 tiros contra policiais militares de Goiás em Cocalzinho.

Lázaro é condenado por um homicídio na Bahia, e também era procurado por crimes de roubo, estupro e porte ilegal de arma de fogo no DF e em chácaras do estado de Goiás. Segundo a polícia, ele morou no Sol Nascente, no Distrito Federal, e em Águas Lindas de Goiás, no Entorno.

Em 8 março de 2018, o suspeito chegou a ser preso pelo Grupo de Investigações de Homicídios de Águas Lindas, mas fugiu do presídio quatro meses depois, no dia 23 de julho. Desde então, Lázaro estava foragido.

Família assassinada no DF

Na madrugada de quarta-feira (9), o empresário Cláudio Vidal de Oliveira, 48 anos, e os filhos dele, Carlos Eduardo Marques Vidal, 15, e Gustavo Marques Vidal, 21 foram encontrados mortos em uma chácara na região conhecida como Incra 9, em Ceilândia, no DF. A esposa de Vidal, Cleonice Marques, 43, foi sequestrada e seu corpo só foi encontrado na tarde de sábado, em um córrego próximo a Sol Nascente, na Ceilândia.

Na quinta-feira, Lázaro Souza também teria entrado armado em uma residência que fica a 3 km de distância da chácara onde cometera os três assassinatos. A proprietária da chácara e o caseiro estiveram sob a mira do criminoso por mais de três horas. No local, obrigou os reféns a fumarem maconha, e fugiu levando mais de R$ 200 reais, celulares, jaqueta e carregador de celular.

Fuga para Goiás

Na sexta, o homem faz mais um refém e rouba um carro em Ceilândia, no DF, e vai para a cidade de Cocalzinho (GO), onde incendeia o veículo. Segundo investigações, lá ele teria contado com a ajuda de um comparsa.

Lázaro entrou na fazenda de Cocalzinho, a cerca de 110 km da Capital Federal na tarde de sábado, segundo nota divulgada pela PM do DF. O local pertencia à família de um soldado da PM de Brasília.

Em 17 de maio deste ano, segundo a polícia, ele fez uma família refém na mesma região onde houve o triplo homicídio, também ameaçando as vítimas com faca e arma de fogo. Nesse crime, ele mandou as pessoas ficarem nuas e, das 19h até meia-noite, ele prendeu os homens no quarto e s mulheres "ficaram servindo jantar para ele", segundo a Polícia Civil.

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