Leandro Hassum deve deixar a TV Globo

Foto: reprodução/Instagram/leandrohassum

O humorista Leandro Hassum deve deixar a TV Globo em breve. A informação foi divulgada pelo colunista Flávio Ricco. Atualmente, ele mora em Orlando (EUA) com a família, está na emissora desde 1998 e se destacou em programas como "Zorra Total", “Os Caras de Pau", “Divertics” e também na nova “Escolinha do Professor Raimundo", em que faz o personagem Mazarito, vivido por Costinha no passado.

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O ator decidiu não renovar contrato que vence no final deste mês, não apenas por morar fora do país mas também devido ao interesse de outros veículos em seu trabalho.

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Ainda segundo o colunista, tanto emissoras de TV quanto serviços de streaming estão de olho no humorista. Hassum também tem feito sucesso em comédias com grande bilheteria no cinema e provavelmente também tem alguns futuros projetos na área.

O humorista mudou-se definitivamente para os Estados Unidos esse ano e vendeu sua casa no Rio de Janeiro. Em uma entrevista ao site oficial da Globo, ele afirmou que por enquanto não pensa em voltar a viver no Brasil.

Recentemente, Otaviano Costa deixou a emissora carioca, além dos jornalistas Fernando Rocha e Mariana Ferrão que saíram do matinal ‘Bem Estar’. A jornalista esportiva Cris Dias também não teve seu contrato renovado com a emissora.

O que está acontecendo na Globo?

Claudino Mayer, especialista em TV pela USP, explica que isso é reflexo das alterações na cúpula da Globo, que no fim do ano passado colocou Mariano Boni, antes diretor de jornalismo, como responsável pelos programas de entretenimento com entrevistas.

Outro aspecto destacado pelo especialista é que o jogo das cadeiras representa o cenário atual em que o Brasil vive, com a crise afetando até mesmo as “profissões glamourizadas”.

“Essa rotatividade é um reflexo da quebra de padrões. Não é só o cidadão comum que tem dificuldade no mercado de trabalho".

O público, segundo ele, passa a compreender melhor essas decisões quando se vê próximo dos artistas, apresentadores e jornalistas, nas redes sociais. “Lá, todo mundo tem voz. A internet mostra, de certa forma, que todos são iguais. Se está difícil para nós conseguirmos emprego, para eles também está difícil segurar”, afirma Mayer.