Leandro Lima fala de nova novela, da relação com a mãe de sua filha de 22 anos e de cenas quentes com Giovanna Lancellotti em filme: 'Chocados'

Sucesso como Levi em "Pantanal", Leandro Lima agora viverá o delegado Marino em "Terra vermelha", novela das 21h de Walcyr Carrasco que estreará depois de "Travessia":

— Ele faz parte do núcleo do Tony Ramos. Existe uma parceria dos personagens. Também vou contracenar com a Débora Falabella. Marino não é 100% bom, porque ninguém é 100% bom nem 100% mau. Mas ainda sei muito pouco sobre a história.

Por conta das gravações no Rio, o ator, que vive em São Paulo, terá que se mudar. Ele diz que está tentando convencer a mulher, a modelo Flávia Lucini. Os dois são pais de Toni, nascido em junho:

— Flávia tem um volume de trabalho maior em São Paulo. Estou negociando isso, mostrando as belezas do Rio (risos). Gostaria que eles estivessem comigo, mas entendo que a Flávia tem o trabalho dela. Talvez eu fique indo e vindo. Quando começarem as gravações, o ritmo vai ser muito intenso.

Toni é o segundo filho de Leandro, de 40 anos. Ele também é pai de Giulia, de 22. O ator compara:

— Eu percebi que quase não me lembrava de como era cuidar de um bebê. Agora estou em outro momento da vida, curtindo muito. Já fico pensando que ele vai dar mais trabalho quando crescer (risos). Mas até que minha filha não deu muito. Ela é bem independente. Na adolescência, teve aquelas crises, mas nada fora do normal. Apesar de eu e a mãe dela sermos muito jovens, ela foi bem educada. Graças à Daniela (Lins, sua ex), que sempre esteve tão perto, deu tudo certo. Sempre nos demos bem.

Giulia nasceu quando o ator tinha 18 e Daniela, 25. Ela mora João Pessoa, na Paraíba, terra natal de dele:

— Éramos como Eduardo e Mônica (em referência à música da Legião Urbana). Na época, eu super comemorei ser pai. Quando você não tem consciência das coisas, é ótimo, só se apega ao melhor. Vibrei muito, dei o meu melhor. Eu adorava, nem pensava muito no que estava acontecendo, no que eu estava perdendo. Só no que ganhei. Eu tinha pouquíssima experiência de vida. Não apenas pela idade, mas pela criação. Eu não estava sempre solto. Quando soltou, soltou de vez, já fiz logo filho (risos). Eu e Daniela ficamos um tempão juntos, anos. Depois eu acabei indo para outro lugar, veio a história de ser modelo. E aí corta para Milão. Foi mais difícil do que lidar com a paternidade. E também essencial. A melhor coisa da vida foi ter sido modelo numa escala muito profissional. Hoje em dia, qualquer um que faz dança no Tik Tok é modelo. A Flávia fica revoltada. Ter trabalhado em alto nível, em Nova York e Paris também, me deu muita experiência de vida e me ensinou a lidar com o "não". Tem ator de teatro que leva um "não" e passa três dias chorando. Modelo leva 15 e não se abala.

Essa experiência que Leandro adquiriu também o ajuda a lidar com diversas situações como ator. Recentemente, ele rodou com Giovanna Lancellotti o filme "O lado bom de ser traída", um thriller erótico da Netflix que estreará no ano que vem. A produção é recheada de cenas quentíssimas:

— O filme tem tudo para estourar, é a cara do streaming. Tem uma estrutura de roteiro muito bem encaixada, que deixa o espectador no suspense o tempo inteiro. E a fotografia é incrível. Mas foi um pouco difícil no sentido de ter muita cena de nudez. Eu e Giovanna, quando tudo acabava, falávamos: "Graças a Deus terminou essa parte". Só foi possível graças à parceria com ela. A gente se conhece há uns dez anos. Acabou sendo muito leve. A gente se divertia o tempo inteiro. Mas ficávamos chocados assistindo às cenas. A gente brincou que fez Kama Sutra de A a Z. E claro que também foi fundamental o papel da coordenadora de intimidade, Maria Silvia. Todos os filmes deveriam ter uma. Sem ela, não conseguiríamos passar por isso sem constrangimento. A gente ensaiava tudo antes e fazia estritamente o que estava escrito. O diretor não podia chegar na hora e improvisar. Isso nos deixou seguros.