Leandro Lo: PM que matou lutador de jiu jitsu é indiciado por homicídio qualificado

PM foi indiciado pelo assassinato de Leandro Lo (Foto: Reprodução/Redes Sociais)
PM foi indiciado pelo assassinato de Leandro Lo (Foto: Reprodução/Redes Sociais)
  • Leandro Lo foi assassinado a tiros por um PM durante show de pagode na capital paulista

  • Henrique Velozo foi indiciado por homicídio qualificado por motivo fútil

  • O assassino apresentou-se à Corregedoria da Polícia Militar e se entregou no domingo

A Justiça de São Paulo indiciou o policial militar responsável pelo assassinato do lutador de jiu-jitsu Leandro Lo por homicídio qualificado por motivo fútil.

A informação foi passada pela Secretaria de Segurança Pública (SSP) ao g1, dois dias após Henrique Velozo disparar contra o atleta durante um show de pagode em um clube da capital paulista.

Nesta segunda-feira (8), a Justiça também manteve a prisão temporária do PM, que se entregou à Corregedoria da Polícia Militar na tarde do último domingo.

O caso está nas mãos do 17º DP (Ipiranga), que analisa as câmeras de segurança do Clube Sírio, onde ocorreu o crime, para buscar mais detalhes sobre o crime.

Henrique Velozo é tenente da PM e estava de folga no sábado à noite. Em 2017, ele já havia sido condenado pela Justiça Militar após agredir e desacatar outros policiais em uma casa noturna de São Paulo.

Entenda o crime

Ivan Siqueira Júnior, advogado da família de Lo, afirmou que o lutador teve uma discussão com o PM. Para acalmar a situação, Lo imobilizou o homem que, após se afastar, sacou uma arma e atirou uma vez na cabeça do lutador.

Ainda de acordo com o advogado, após o tiro, o agressor ainda deu dois chutes em Leandro no chão e fugiu em seguida. Pouca gente ouviu o barulho do tiro porque o som estava alto em função do show.

Segundo uma testemunha, o amigo do lutador, que presenciou o crime disse que o autor do tiro estava sozinho e provocou Lo e cinco amigos, que estavam numa mesa.

"Ele chegou, pegou uma garrafa de bebida da nossa mesa. O Lo apenas o imobilizou para acalmar. Ele deu quatro ou cinco passos e atirou", disse a testemunha, que pediu para não ser identificada.