Leandro Lo: policial militar vira réu por homicídio triplamente qualificado

O campeão mundial de jiu-jitsu Leandro Lo foi morto em casa de show em São Paulo. (Foto: Reprodução)
O campeão mundial de jiu-jitsu Leandro Lo foi morto em casa de show em São Paulo. (Foto: Reprodução)
  • PM Henrique Otávio de Oliveira Velozo já está preso

  • Ele será julgado com os agravantes de motivo torpe, meio cruel e traição

  • Leandro Lo foi morto no dia 7 de agosto

O policial militar Henrique Otávio de Oliveira Velozo se tornou réu pelo assassinato do campeão mundial de jiu-jítsu Leandro Lo nesta segunda-feira (5), após a Justiça acatar a denúncia do Ministério Público. O crime ocorreu em 7 de agosto em um show no Clube Sírio, em São Paulo.

No momento, o PM está detido no presídio militar Romão Gomes, depois de ter se entregado. Ele é acusado de atirar na cabeça do atleta.

A denúncia, segundo apuração do portal G1, foi oferecida pelo MP em 30 de agosto. Henrique está sendo acusado de homicídio triplamente qualificado por motivo torpe; com emprego de veneno, fogo, explosivo, asfixia, tortura ou outro meio insidioso ou cruel, ou de que possa resultar perigo comum; e à traição, de emboscada.

Na sexta-feira (2), a Justiça decretou a conversão da prisão temporária de 30 dias do policial para a prisão preventiva.

O advogado de defesa, Cláudio Dalledone, disse em nota que: "a denúncia é uma hipótese acusatória que destoa completamente do que foi produzido no inquérito policial e o que será desvelado na investigação judicial".

"As qualificadoras são descabidas e tudo isso ficará firmemente provado no momento em que o processo for devidamente instaurado. A conclusão do inquérito policial se deu de forma açodada, uma vez que sequer aguardou-se a produção do laudo da reprodução simulada dos fatos que, entre outras coisas, apresentou inúmeras contradições com os depoimentos das testemunhas", completou.

Relembre o caso

O crime ocorreu na madrugada do dia 7 de agosto no Clube Sírio, na Zona Sul de São Paulo, após uma discussão entre o esportista e o policial, quando este atirou a queima roupa e fugiu.

A TV Globo teve acesso às imagens das câmeras de segurança que mostram o policial na recepção de uma boate em Moema, a pouco mais de dois quilômetros de onde cometeu o assassinato. Segundo o UOL, se trata do Bahamas, tradicional prostíbulo na capital paulista.

No local, Veloso consumiu, entre outras coisas, uma garrafa de uísque e duas doses de gin, com a comanda totalizando quase R$1,6 mil.

O PM deixou a boate de Moema quase duas horas depois de chegar e foi acompanhado por uma mulher. De acordo com o delegado que investiga o caso, se tratava de uma garota de programa. Os dois foram então para um motel na Zona Oeste da capital, permanecendo pouco mais de 10 horas no local.

Veloso se entregou na corregedoria da Polícia Militar em São Paulo e foi encaminhado ao presídio Romão Gomes, onde segue detido temporariamente por 30 dias, a pedido do Ministério Público. Ele vai responder por homicídio doloso por motivo fútil.