Legado olímpico: começam obras para transformar Arena Carioca 3, na Barra, em escola

A prefeitura do Rio começo este mês a cumprir uma das promessas feitas na época da Olimpíada do Rio: deu início às obras para transformar a Arena Carioca 3, no Parque Olímpico, no Ginásio Educacional Olímpico (GEO) Isabel Salgado. A escola, batizada com o nome da jogadora de vôlei morta no mês passado, em decorrência de Síndrome da Angústia Respiratória Aguda (Sara), vai funcionar em tempo integral e deve receber cerca de 900 alunos do ensino fundamental no ano letivo de 2024.

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— Essa é uma homenagem a uma grande atleta que foi a Isabel, uma mulher engajada na vida da cidade e do país, que usou o seu espaço no esporte para defender a juventude e os valores democráticos. Essas arenas não foram construídas para serem elefantes brancos, mas sim para a população usar depois. Desde o início, o nosso lema sempre foi a cidade se servir dos Jogos, e não o contrário — afirmou o prefeito Eduardo Paes ao anunciar o início do trabalho.

O GEO terá 24 salas de aulas, recepção, espaço para alimentação, uma sala multiúso e outra de apoio pedagógico. Haverá ainda duas quadras e áreas para a prática de atividades esportivas como judô, lutas, tênis de mesa e ginástica.

A previsão é que as obras sejam concluídas em 13 meses, sendo entregues em janeiro de 2024, antes do início do ano letivo. O investimento é de R$ 26,6 milhões.

Durante a Olimpíada e a Paralimpíada de 2016, a Arena Carioca 3 sediou as competições de taekwondo e esgrima. Depois, passou a atender cerca de duas mil pessoas por mês, em escolinhas e atividades gratuitas de diversas modalidades, como ginástica, musculação e vôlei, além de receber eventos. Devido ao início das obras, as práticas foram transferidas para o Velódromo, também localizado no Parque Olímpico.

— Como moradora do bairro, sempre passo por aqui e questiono se essas estruturas enormes ainda vão ter alguma utilidade para a população. Sempre se falou em Legado Olímpico, mas se passaram muitos anos e não vimos nada sendo feito. Espero que as obras sejam realmente concluídas e as crianças possam ocupar esse espaço — diz a veterinária Bruna Veleda, moradora da Barra.

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Também dentro do previsto no Plano de Legado dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, a Arena do Futuro, que abrigou as disputas de handebol da Olimpíada e de golbol da Paralimpíada, começou a ser desmontada em março, e sua estrutura está sendo utilizada na construção de quatro escolas, em Bangu, Campo Grande, Rio das Pedras e Santa Cruz. Todas elas serão Ginásios Experimentais Tecnológicos, um modelo de ensino que, por meio da abordagem Steam, desenvolve uma aprendizagem baseada em projetos, atividades mão na massa e recursos que promovem a cultura digital.

Já a cobertura e parte da estrutura metálica da Arena do Futuro foram entregues para a Associação Atlético Portuguesa, clube da Ilha do Governador. A doação permitirá que a capacidade do estádio do local seja ampliada de cinco mil para 15 mil torcedores, tornando-o apto a receber partidas dos principais campeonatos de futebol. Os isolantes acústicos da arena, por sua vez, foram entregues à escola de samba Lins Imperial para corrigir problemas de vazamento de som em sua sede.

O Estádio Aquático Olímpico, onde foram realizadas as provas de natação da Rio- 2016, teve parte da estrutura doada para o Bangu Atlético Clube e para a Lins Imperial. No clube, os materiais vão servir para compor a cobertura da arquibancada e o telhado do salão nobre da sede social, entre outras melhorias.

Já a estrutura metálica onde funcionou o Centro de Transmissão Internacional (IBC) está sendo reaproveitada no Terminal Intermodal Gentileza (TIG), que será erguido na região do Gasômetro, próximo à Rodoviária Novo Rio

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