Legisladores dos EUA pedem resposta dura a ataque cibernético

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A ameaça vem de um ataque de longo prazo que, segundo se acredita, injetou programas nocivos nas redes de computadores que usavam um software para a gestão de empresas criado pela empresa de tecnologia SolarWinds

Legisladores dos Estados Unidos, democratas e republicanos, pediram neste domingo uma resposta "forte" ao ataque cibernético massivo que seu país sofreu, depois que o presidente Donald Trump minimizou o incidente.

Este ataque cibernético "é uma afronta ultrajante à nossa soberania, à qual teremos que responder de maneira muito enérgica, não apenas retoricamente, mas com uma resposta cibernética de igual ou maior magnitude", disse o senador republicano Mitt Romney na rede CNN.

No sábado, Trump estimou que "o ataque cibernético é muito mais importante na mídia falsa do que na realidade".

E embora especialistas e seu próprio chefe da diplomacia tenham responsabilizado a Rússia, o presidente republicano foi contra a maré, garantindo em um tuíte que "poderia" ser a China.

"O presidente perde a objetividade quando se trata da Rússia", disse Romney.

O país de Vladimir Putin "está agindo com impunidade em relação a esses ataques cibernéticos porque não acredita que temos capacidade de responder proporcionalmente", comentou.

Moscou, por sua vez, garantiu que "a Rússia não realiza operações ofensivas no ciberespaço".

Romney pediu "para repensar a resposta em segurança militar e nacional no ciberespaço, porque é aí que as guerras do futuro serão travadas".

Enquanto isso, o senador democrata Mark Warner descreveu o ciberataque como "extraordinariamente sério" em uma entrevista para a ABC.

"Tudo aponta para a Rússia", disse o vice-presidente do Comitê de Inteligência do Senado.

"E quando o presidente dos Estados Unidos tenta minimizar ou não quer apontar para 'os responsáveis', isso não torna nosso país mais seguro", afirmou.

"A ideia de que isso possa ficar sem resposta seria uma política muito ruim por parte dos Estados Unidos e, francamente, simplesmente convidaria os russos ou outros a continuar este tipo de atividade maliciosa", disse ele.

"A boa notícia é que, até agora, parece que apenas redes não classificadas como secretas foram violadas", acrescentou, alertando que o ataque "ainda pode estar em andamento".

O ataque começou em março, quando os hackers aproveitaram uma atualização de um software de vigilância desenvolvido pela empresa SolarWinds, com sede no Texas, que é usado por dezenas de milhares de empresas e governos em todo o mundo.

Ele continuou por meses antes de ser descoberto pelo grupo de segurança cibernética FireEye, que foi vítima de ataques cibernéticos na semana passada.

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