Leia a íntegra: primeiro pronunciamento de Bolsonaro após derrota durou dois minutos

Após mais de 44 horas de expectativa, o presidente Jair Bolsonaro falou pela primeira vez, no Palácio da Alvorada, sobre a derrota nas urnas para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no último domingo. O pronunciamento do chefe do Executivo durou exatamente dois minutos, e foi seguido por uma declaração ainda mais curta de seu ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP). Ao subordinado, coube a missão de anunciar a abertura da transição junto à equipe do petista, chamado por ele de "presidente Lula".

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Bolsonaro abriu o discurso agradecendo aos 58 milhões de votos recebidos e, em seguida, recriminou as manifestações de caminhoneiros que, desde a confirmação do resultado da eleição, vêm bloqueando estradas em centenas de pontos do país. "Manifestações pacíficas sempre serão bem-vindas, mas os nossos métodos não podem ser os da esquerda, que sempre prejudicaram a população, como invasão de propriedade, destruição de patrimônio e fechamento do direito de ir e vir", pontuou.

Abaixo, leia a íntegra do discurso de Bolsonaro nesta quarta-feira:

"Quero começar agradecendo aos 58 milhões de brasileiros que votaram em mim no último dia 30 de outubro. Os atuais movimentos populares são fruto de indignação e sentimento de injustiça sobre como se deu o processo eleitoral. Manifestações pacíficas sempre serão bem-vindas, mas os nossos métodos não podem ser os da esquerda, que sempre prejudicaram a população, como invasão de propriedade, destruição de patrimônio e fechamento do direito de ir e vir.

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A direita surgiu de verdade em nosso país. Nossa robusta representação no Congresso mostra a força dos nossos valores: Deus, pátria, família e liberdade. Formamos diversas lideranças pelo Brasil. Nossos sonhos seguem mais vivos do que nunca. Somos pela ordem e pelo progresso.

Mesmo enfrentando todo o sistema, superamos uma pandemia e as consequências de uma guerra. Sempre fui rotulado como antidemocrático e, ao contrário dos meus acusadores, sempre joguei dentro das quatro linhas da Constituição. Nunca falei em controlar ou censurar a mídia ou as redes sociais.

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Enquanto presidente da República e cidadão, continuarei cumprindo todos os mandamentos da nossa Constituição. É uma honra ser um líder de milhões de brasileiros que, como eu, defendem a liberdade econômica, a liberdade religiosa, a liberdade de opinião, a honestidade e as cores verde e amarelo da nossa bandeira. Muito obrigado!"