Leia a transcrição do vídeo da reunião citada por Moro como prova de intervenção de Bolsonaro na PF

Reunião realizada entre Bolsonaro e ministros dia 22 de abril, que foi citada por Sergio Moro como prova de interferência do presidente na PF

BRASÍLIA - O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta sexta-feira a divulgação do vídeo da reunião ocorrida em 22 de abril, citada pelo ex-ministro Sergio Moro como prova de interferência do presidente Jair Bolsonaro na Polícia Federal. Inquérito investiga as acusações feitas por Moro de que o presidente queria interferir pessoalmente na PF, ligar para diretores e superintendentes e ter acesso a relatórios sigilosos.

O interesse do presidente na superintendência da PF no Rio é um dos pontos principais da investigação. Moro pediu demissão após Bolsonaro exonerar o então diretor-geral da Polícia Federal Maurício Valeixo. E um dos primeiro atos do novo diretor-geral da PF, Rolando de Souza, foi trocar o diretor da PF no Rio.

Bolsonaro nega que, durante a reunião, tenha defendido a troca na direção da PF do Rio para evitar que familiares e aliados fossem prejudicados. Segundo o presidente, quando falou sobre troca em "sua segurança", ele se referia à segurança pessoal e de sua família no Rio.

Leia a transcrição do vídeo da reunião:

Braga Netto: Posso chamar a atenção do Ramos?

Jair Bolsonaro: (Ininteligível).

Braga Netto: Ô ministro Ramos, por favor, vamos prestar atenção.

Ramos: Sim senhor.

Braga Netto: (Risos). Muito obrigado.

Hamilton Mourão: (Ininteligível).

Braga Netto: O senhor gostou?

Hamilton Mourão: Bota ordem nesse troço aí, dá logo um esporro ...

Braga Netto: Senhores, bom dia. É .. . é ... essa reunião é por solicitação minha ao Presidente da República, porque ... é ... nós iríamos apresentar isso à imprensa que não foi apresentado e começaram uma série de especulações sobre esse plano de retomada. Então eu solicitei ao presidente uma reunião com os ministros, porque o plano não vai ter efeito se todos os senhores não nos ajudarem, cada um na sua área, é claro. Tá? Na hora que nós precisarmos das pessoas para a ... a coordenação do plano, os minis .... o ministério que não colocar uma pessoa realmente que sej a envolvida e tenha ~ apacidade pra poder .. . é ... coordenar e executar ...

Braga Netto: ... o ... esse ministério vai ficar mais fraco, e aí o plano todo f. .. fica meio capenga. Tá? É uma apresentação de dez minutos no máximo, {usar} somente isso. Eu pediria também aos senhores que ... é ... é .. . não é ... a finalidade não é reunião de ministros para nós discutirmos nada. É simplesmente para apresentarmos o plano. Como é que saiu essa ideia? Tá ... eu estava conversando com diversos ministros, entre e les Rogério Marinho, o Tarcísio, inclusive o nome do plano eu roubei de um plano do Tarcísio, não é Tarcísio, né? Pedi autorização a ele e roubei. É um Plano Marshall brasileiro, né? E ... eu comecei a observar que tinha plano da .... ministério é ... de Des ... Desenvolvimento Regional, que a Economia tem plano, que a Saúde tem plano, e não estava havendo uma coordenação, um ... uma sinergia. Então esse foi o motivo dessa reunião aqui. Eu vou procurar ser bem ... bem breve e objetivo. Por favor, passa a primeira.

Braga Netto: Muito bom.

Hamilton Mourão: Passou tudo.

Braga Netto: Passou tudo acabou, acabou, então vamos acabar. Você tá no fim, tá errado cara! Pô. Passa a primeira. Muito bem! Os senhores podem observar o seguinte, é ... eu conversei com o presidente. O problema, nó .. . nós távamos invertendo a ... a questão duma lógica de raciocínio. Nós temos um problema, né? Nós temos desse problema, temos que ver quais são as consequências negativas desse problema? Todo mundo sabia, sanitárias e econômicas. Ninguém tem dúvida, com reflexo em todos os ministérios. Mas o foco não é em ... na solução do problema. O foco, hoje, de uma maneira geral, é quem é o culpado, né? E nós queremos real. .. recolocar, é ... é ... rem ... vamos dizer assim, readequar isso aí para como o governo deve reagir a este problema para achar uma solução para os dois, as duas consequências negativas que ocorrem.

Braga Netto: Próximo.

M?: Próximo.

Braga Netto: Então é um programa, o programa se chama Pró-Brasil, tá? Volto, dou o crédito ao ... a ... a ... o azar do Tarcísio foi ele ter conversado comigo (risos). Eu gostei e roubei.

Jair Bolsonaro: Capitão, pô!

Braga Netto: Não é? Pró-Brasil. É um programa para integrar, aprimorar ações estratégicas, os senhores vão ver que o foco, ele não é de Governo, ele é de Estado. Eu tô tentando fazer uma projeção de dez anos, tá? É ... eu tô tentando não, nós vamos ter que fazer isso aí. É ... pra retomada do crescimento socioeconômico em resposta aos impactos relacionados ao coronavírus, tá? Pode passar, por favor. As dimensões do programa são essas aí, ó, tá? Ele pega um modelo de governança, ele traz, ele busca melhoria da produtividade, investimentos estruturantes ...

Braga Netto: ... e ações estratégicas do setor público. Vai! O programa se divide em

dois, em duas etapas, ou duas partes. O Pró-Brasil, é .... deixa eu até ver aqui que eu

não to conseguindo enxergar ali ... ordem, e o Pró-Brasil Progresso, tá? O Pró-Brasil

Ordem, que você não imprimiu pra mim e eu agradeço. A não, botou na página errada.

Ele pega uma arcabouço normativo, ele trata - essas são as medidas estruturantes dele.

Que vai ter que ter um arcabouço normativo, investimentos privados, segurança

jurídica, produtivi ... é, jurídica e produtividade, melhoria no ambiente de negócios, e

mitigação dos impactos socioeconômicos. Na parte de investimento ele foca em obras

públicas, parcerias do setor privado. É ... ele ... ele ... esse programa também ele tem

um foco ...

05:00.266 (8999)

Braga Netto: ... na redução das desigualdades regionais, tá? Tem um foco na de ... na

redução das desigualdades regionais ... ô Cid tá com um dedo pe .. . rápido aí! É ... e ...

só wn segundo por favor. Os inves ... pode passar por favor Cid. Qual é a abrangência

do programa? Os senhores podem observar, que ele tem uma parte de infraestrutura,

ele tem ações viabilizadoras e tem ações de apoio na lateral. Como é que é o nome

mesmo o ...

M?: Facilitadoras.

Braga Netto: Facilitadoras. Então observe. Na infraestrutura, com foco

particularmente nessas obras que estão paralisadas. Esses investimentos que nós

estamos perdendo que estão paralisados. Ele pega infraestrutura de transporte e

logística, desenvolvimento regional e cidades, pega energia e mineração,

telecomunicações. Num desenvolvimento produtivo, ele foca na indústria, agronegócios, serviços e turismo.

06:00.593 (10807)

Braga Netto: É ... na parte, na f. .. na ... na .. . na ... nas laterais os senhores têm a parte

de cidadania, capacitação, saúde, defesa, inteligência e segurança. Tem também

cadeias digitais, indústria criativa e ciência. E nas viabilizadoras, que são transversais

na... em toda parte do programa, nós temos finanças e tributação, legislação e

controle, meio ambiente e a parte institucional e internacional. Os ... qual é a nossa,

nosso, por favor, o nosso time ft-ame que nós estamos pensando aí. A estruturação do

programa eu preciso que os senhores, nós vamos fazer uma reunião, como os senhores

podem ver, do ... é a primeira reunião do grupo de trabalho, tá? Com todos os

ministérios, envolvidos. É, na sexta-feira agora, tá? Os senhores vão receber o horário,

e aí nós teremos, de maio a julho, a estruturação do programa.

07:00.219 (12594)

Braga Netto: De agosto a setembro, o detalhamento do projeto. A partir de outubro,

implantação em larga escala, tendo um foco prioritário naquelas ações que tenham

uma resposta mais imediata. Porque o brasileiro é o seguinte, na hora que nós

!

lançarmos o programa eles vão começar a cobrar resultado, né? Então eu tenho que ter

alguma resposta pro público. E a efetividade dos processos e monitoramento, na

realidade não tá no final, ele tá a ... durante todo o processo, tá? Passa mais um Cid,

por favor. A não, não, volta, volta um, aí. É .. . o horizonte do programa, se os senhores

observarem, nós estamos pensando num horizonte, né? Até dois mil, de dois mil e

vinte ... na realidade até dois mil e trinta, tá? Mas uma primeira fase dele, ele é

faseado, até o final desse primeiro governo, mas com um planejamento que prossiga

nisso aí.

08:00.546 (14402)

Braga Netto: Esse é o foco do que o trabalho que os grupos vão ter que apresentar. Tá

ok? Pode passar a última por favor.

M?: Sem som.

Braga Netto: É sem som mesmo. Certo? Só um ... um leiaute pros senhores. Então,

é ... na sexta-feira, eu solicitaria que os senhores quando enviassem as pess ... a ... os

representantes, esses representantes já viessem com uma noção dos programas ou do

que os senhores pretendem dentro dos ministérios de vocês. Uma primeira ideia. E nós

vamos partir disso pra elaborar isso aí. O trabalho não será feito aqui, aqui é somente

uma coordenação. Cada ministério vai fazer e nós vamos coordenar. Presidente, era só

isso.

Jair Bolsonaro: Vamos dar a palavra ao Paulo Guedes, acho que é ... com todo

~speito aos demais, acho que é o ministro mais importante nessa missão aí.

09:00.206 (16190)

Paulo Guedes: Eu queria fazer a primeira observação, é o seguinte, não chamem de

Plano Marshall porque revela um despreparo enorme.

Braga Netto: Não, não, não, isso aqui foi só aqui e agora. É o Pró-Brasil.

Paulo Guedes: Então quan ... quando se falou em Plano Marshall, Pró-Brasil é um

nome espetacular. Dez, mil. Plano Marshall é um desastre. Eu... ma ... revela

despreparo nosso. Plano Marshall, por exemplo, os Estados Unidos odem fazer um

Plano Marshall para nos ajudar. A China, , deveria

financiar um Plano Marshall para ajudar todo mundo que foi atingido. Então a

primeira inadequação, a gente tem que tomar muito cuidado é o seguinte, é o plano

Pró-Brasil.

Braga Netto: Positivo. (Ininteligível)

Paulo Guedes: Não se fala Plano Marshall, porque é um desastre. Vai revelar falta de

compreensão das coisas. A segunda coisa é o seguinte, é super bem-vinda essa

iniciativa, para nos integrarmos todos. Agora, não vamos nos iludir. A retomada do

crescimento vem pelos investimentos privados, pelo turismo pela abertura da

economia, pelas reformas. Nós já estávamos crescendo.

10:00.533 (17998)

Paulo Guedes: Voltar uma agenda de trinta anos atrás, que é investimentos públicos

financiados pelo governo, isso foi o que a Dilma fez trinta anos. Então tá cheio de

gente pensando nessa eleição agora, e botando coisa na p ... na cabeça do ... do ... de

todo mundo aqui dentro, que são governadores querendo fazer a festa, são às vezes

ministros querendo aparecer, tem de tudo. E todo mundo vem aqui: "vamos crescer,

agora temos que crescer, tem que ter a resposta imediata, porque o governo vai

gastar". O governo quebrou! O governo quebrou! Em todos os níveis. Prefeitura,

governador e governo federal. Que que nós conseguimos fazer? Nós sinalizamos o

contrário. Nós desalavancamos banco público, reduzimos endividamento, baixamos

juros e o Brasil ia começar a voar. Então se agente lançar agora um plano, é ... todo o

discurso é conhecido: "acabar com as desigualdades regionais", Marinho, claro, tá lá,

são as digitais dele. É bi ... é bonito isso, mas isso é o que o Lula, o que a Dilma tão

fazendo há trinta anos. Se a gente quiser acabar igual a Dilma, a gente segue esse

caminho.

11:00.192 (19786)

Paulo Guedes: Então, eu acho um discurso bom, mas nós temos que tomar cuidado e

reequilibrar as coisas. Não pode ministro pra querer ter um papel preponderante esse

ano destruir a candidatura do presidente, que vai ser reeleito se nós seguirmos o plano

das reformas estruturantes originais. Então eu tenho que dar esse recado, nós vamos

estar à disposição, nós vamos ajudar tudo, mas nós não podemos nos iludir. O

caminho desenvolvimentista foi seguido, o Brasil quebrou por isso, o Brasil estagnou.

A economia foi conompi ... a política foi corrompida, a economia estagnou através do

excesso de gastos públicos. Então achar agora que você pode se levantar pelo

suspensório, como é que um governo quebrado vai investir, vai fazer grandes

investimentos públicos? Tarcísio sabe disso, conversamos sempre. Tarcísio sabe ...

00:00.100 (1)

Paulo Guedes: ... o seguinte. Quanto é cê consegue, Tarcísio? Passar de cinco bipara

quanto? Pra quinze, pra vinte, pra trinta? Multiplicou por seis. Quanto é que você

consegue de ... de investimento em concessões?

Tarcísio: Duzentos e cinquenta.

Paulo Guedes: Duzentos e cinquenta. Tá certo? Então ó, tem cem bilhões vindo pra

saneamento. Tinha cem bilhões que viriam, as dezessete maiores é ... é ... é ...

petroleiras do mundo viriam pra a nossa cessão onerosa, cem bilhões de cessão

onerosa, cem bilhões de mineração, cem bilhões de saneamento, duzentos trinta

bilhões de concessões. Quinhentos bilhões! Cadê o dinheiro do governo pra fazer

isso? Num tem. Então quem tá sonhando, é sonhador. A gente aceita, politicamente a

gente aceita. Vamos fazer todo o discurso da desigualdade, vamos gastar mais,

precisamos eleger o presidente. Mas o presidente tem que pensar daqui a três anos.

Não é daqui a um ano não. Tem muita gente pensando na eleição desse ano. É só a

observação que eu faria.

Jair Bolsonaro: Eu tô fora de eleições municipais.

Braga Netto: É... a... a. .. só um minutinho. A ideia aqui, ninguém falou em

investimento público por enquanto. Inclusive nós falamos ali em investimento, opa.

01:00.343 (1806)

Braga Netto: E ... falamos inclusive em investimentos privado. O que tem que

acontecer é o seguinte, eu tô vendo plano de tanto de gente, nós temos que sentar e

aí. ..

Paulo Guedes: Isso. Não, fundamental essa coordenação.

Braga Netto: A im ... a imprensa ...

Paulo Guedes: Fundamental, fundamental.

Braga Netto: A .. . a ... a Economia vai dar exatamente o que que pode, o que que não

pode ...

Paulo Guedes: Fundamental a coordenação.

Braga Netto: Aí nós vamos entrar .. .

Paulo Guedes: Até pra não sair na imprensa ...

Braga Netto: .. . pra gente apresentar.

Paulo Guedes: ... o que está saindo. Porque saiu na imprensa assim: "Plano Marshall,

e Economia tá fora". Quer dizer alguém ...

Braga Netto: Só um minutinho, o Onyx pediu a palavra (se referindo a um terceiro)

Paulo Guedes: ... alguém, foi para a imprensa e falou "Ó, vem um Plano Marshall aí e

a economia tá fora", que dizer ... é ... e ... e .. . enfraquecer o nosso, o nosso discurso

num momento desse é uma tolice, é um atentado contra nós mesmos.

Braga Netto: Entra transversal a isso ...

Jair Bolsonaro: Pera um pouquinho, dá licença um pouquinho. A questão da

imprensa. Eu acho que eu resumi hoje na frente do palácio em vinte segundos: "Eu

não vou falar com vocês, porque vocês não deturpam, vocês inventam, e

potencializam.". Tem que ser o papel de cada um, não pode um sair daqui no cantinho

"A, foi mais ou menos isso", não pode falar nada. Tem que ignorar esses caras, cem

por cento. Senão a gente não, não vai para frente.

02:00.737 (3616)

Jair Bolsonaro: A gente tá sendo pautado por esses pulhas, pô. O tempo todo jogando

um contra o outro. Até a Teresa Cristina contra mim (ininteligível). Mas para jogar a

Teresa Cristina ... jogam ela contra mim. O tempo todo, tá? Então se a gente puder

falar zero com a imprensa é a saída.

Braga Netto: Ô Onyx, depois o ...

Onyx Lorenzoni: Bom. Eu vou ser muito rápido aqui general. Primeiro, parabéns. É

!fundamental esse processo, de coordenação e de centro de governo. Nós precisamos

ter isso cada vez mais aprofundado e ... e com melhor qualidade. Segundo, eu quero,

é ... não precisa mas eu quero me somar a essa, é ... visão do ministro Paulo Guedes,

porque, vamo lá, nós em ... re ... recebemos o governo com trinta e seis mil obras

paradas. Oriundas da onde? Do PAC! Só pra lembrar!

03:00.363 (5403)

Onyx Lorenzoni: O .. . o Abraão tem não sei quantas mil é ... é ... é . .. creches. Três

mil creches paradas que somam nessas trinta e seis. Então, o que é que nós trouxemos

pro Brasil, e como é que nós começamos o ano? E eu vou lembrar, presidente, o

senhor sempre disse: "É muito triste ver um brasileiro chegar no exterior e ser

recebido com o manto da desconfiança" . Pois nós passamos, Paulo Guedes, o ano

todo, Tarcísio, Teresa, Bento, é ... é ... é ... o nosso ministro Marcos Pontes e outros,

andando pelo mundo e fazendo o que? Vendendo o Brasil. Terminamos o ano.

Quatroce ... lembro do número, quatrocentos e oitenta e dois bilhões de investimentos

para os próximos vinte anos. Uma boa parte mineração, petróleo e por ai vai. É ...

recebemos noventa bilhões de bônus de outorga. Nós temos dez bilhões de dólares do

governo da Arábia Saudita que precisa definir onde é que vai botar.

04:00.023 (7191)

Onyx Lorenzoni: Mas o príncipe autorizou. São cinquenta bilhões de reais, a di ... a

dinhe iro de hoje. Então, eu tenho convicção de que nós temos que continuar fazendo o

que a gente vinha fazendo. Ou seja, aprofundando a participação da sociedade. Nós

temos uma coisa emblemática aqui que é a lei da liberdade econômica, que pela

primeira vez na história do Brasil, desde que o Brasil é Brasil o cida ... dian ... diante

do Estado tem razão, até que o Estado prove ao contrário. Foi isso que fez os

americanos, que há duzentos anos atrás eram muito mais pobres do que nós, ser muito

mais ricos do que nós. Então, o aprofundamento são sim das reformas, é sim ousar e

ter urna reforma tributária que baixe imposto no Brasil. Reduz a carga tributária, eu tô

falando sério. A gente nunca discutiu isso entre nós. Mas isso tem que caminhar para

ISSO.

05:00.416 (9001)

Onyx Lorenzoni: Por quê? Porque aí nós damos fôlego a iniciativa privada para que

ela faça o que tem que fazer, e nós vamos ser mediadores desse processo. Apenas. E ...

e sinceramente, eu acho que todo nosso esforço nos próximos dias, tem que ser como

é que nós mantemos a nossa linha, porque nós terminamos o ano ministro Ernesto,

ministro Tarcísio. O senhor foi recebido na associaç ... na federação das indústrias

alemãs com um slide que mostrava a um, meia, três com os caminhões atolados, e a

um, meia, três pavimentada. E o presidente que coordenava aquele momento, eu

estava lá füe aguardando, voltando da Rússia, disse ao senhor "nós ... o que que vocês

brasileiros fizeram, que nós não acreditávamos, que vocês recuperaram a confiança e

estão fazendo tantas transformações" . Então presidente, só pra concluir, é ... cem por

cento nesta linha, mas que a gente não perca o foco original, porque por onde a gente

tava caminhando nós recuperamos a confiança externa e externa.

06:00.043 (10788)

Onyx Lorenzoni: Fomos acometidos de algo muito grave, que é uma doença, e que

foi levado ao paroxismo da histeria porque serve a interesses de muitos, os mais

variados, eu não vou aqui detalhar. Mas sinceramente, temos que rapidamente voltar

ao que nós estávamos fazendo, porque nós tavam no caminho certo e a prova disso é

que todo mundo voltou a olhar o Brasil com respeito.

Braga Netto: Rogério.

Rogério Marinho: Bom, eu vou partir do princípio que todos que estão aqui são bemintencionados e querem o bem do Brasil. Tá? Então eu não a ... não acredito em teoria

da conspiração nem que ninguém quer solapar os alicerces da República nem abalar a

administração do presidente Bolsonaro, pelo contrário. E quero lembrar a todos que

não existem verdades absolutas. Por favor, por favor, vamos refletir. O que tá

acontecendo hoj e no mundo não tem parâmetro nos últimos cem anos.

07:00.403 (12597)

Rogério Marinho: O que tá acontecendo hoje no mundo, vai permitir de acordo com

o FMI, que foi a previsão de uma semana atrás, de uma diminuição de quase três por

cento do PIB mundial, e no caso do Brasil de mais de cinco por cento. Não tem

paralelo. Em situações extraordinárias, remédios extraordinários de forn1a

circunstancial. Isso não significa que nós tenhamos a necessidade de implantarmos

uma política permanente. O ... o ministro Braga Neto tá, na sua apresentação, ele

estabelece inclusive o limite temporal e deixa claro que é uma política de Estado. O

que eu peço é que nós tenhamos aqui as mentes abertas. E que os dogmas, quaisquer

que sejam eles presidente, sejam colocados de lado nesse momento .

...

08:00.096 (14386)

Rogério Marinho: Porque os governos do mundo certamente tem a capacidade de

entender o que tá se passando. E eu tenho visto governos extremamente li berais

preparando programas de reconstrução, levando em consideração a necessidade de que

o Estado nacional passa a ter um papel diferente como tomador de risco nesse

momento em que há uma queda abrupta da liquidez. O ministro Onyx fala com muita

propriedade da Arábia Saudita, dos dez bilhões de dólares. É bom lembrar, tá aqui o

ministro Bento, que tá se pagando para se retirar petróleo do mundo. Os países vão

utilizar as suas respecti vas liquidez para resolver os seus problemas de infraestrutura e

de retomada das suas economias. Nós temos que ter segurança jurídica, senhor

presidente. Respeito a contrato, senhor presidente. Capacidade de alavancar recursos

privados com a inversão de recursos públicos sim!

09:00.423 (16194)

Rogério Marinho: É bom lembrar, que eu tenho ouvido fa lar, não sei se é verdade,

depois a gente vai com ... com ... vai colocar na ponta do lápis, que a gente pode

chegar a seiscentos bilhões de reais esse ano de aj uda a empresas e a pessoas físicas.

Recursos do governo federal. Fruto de endividamento do governo. Desse governo, que

vai terminar o ano com déficits quatro, cinco, seis vezes maior do que estava

precificado no início do ano. Caiu um meteoro sobre as nossas cabeças. Então, por

favor, nós não podemos começar uma discussão com verdades absolutas e com

dogmas estabelecidos ao longo de cem anos, em função de uma catástrofe que se

abateu sobre o mundo, e os governos de todo o mundo estão se debruçando sobre o

assunto, entendendo que muda o papel do Estado. Senhor presidente, é bom lembrar

que quando houve a unificação da Alemanha, eu acho que esse é um fato histórico

irrefutável, o Estado alemão entendeu e fez um pacto de que de .. . haveria necessidade

de investir em capital humano e infraestrutura na Alemanha Oriental para diminuir

desigualdades regionais.

10:00.082 (17982)

Rogério Marinho: E esse é um pacto do Brasil. Essa pode ser uma catástrofe, que vai

nos afundar, ou pode ser uma onda pra gente surfar, uma alavanca para recuperar o

país. Todos os países do mundo estão submetidos ao mesmo processo. Vai depender,

da nossa capacidade de termos uma opção clara de que forma vamos sair desse

problema. Se vamos gastar seiscentos bilhões de reais para resolver uma situação que

é emergencial e todos reconhecemos que é necessária e darmos segurança à

população, no caso alimentar, para evitarmos o caos, para diminuirmos a mortandade

das empresas, muito bem. Tá co1Teto, essa é a boa direção.

11 :00.443 (19791)

Rogério Marinho: Porque não cinco, seis, sete por cento desse, desse total, dez por

cento desse total, em obras de infraestrutura? Porque não termos a capacidade de

alavancarmos emprego num momento em que a retomada, todos os economistas aqui

reconhecem, vai ser muito lenta. Bom, eu só tô falando isso presidente, para que nós

possamos ter essa discussão sem dogmas. Sem verdades absolutas. Sem a preocupação

de que as coisas continuam como eram antes. Não são como eram antes. Aqui e no

mundo inteiro. Era isso, senhor Presidente.

Braga Netto: Ricardo

Arquivo 00002.MTS 1-----~----- ---------------- 00:00.133 (1)

Ricardo Salles: Presidente, eu tava assistindo atentamente a apresentação do colega,

ministro Braga Neto, e ... na parte final ali na, no slide da, das questões transversais tá

o Meio Ambiente, mas eu acho que o que eu vou dizer aqui sobre o meio ambiente se

aplica a diversas outras matérias. Nós temos a possibilidade nesse momento que a

atenção da imprensa tá voltada exclusiva ... quase que exclusivamente pro COVID, e

daqui a pouco para a Amazônia, o General Mourão tem feito aí os trabalhos

preparatórios para que a gente possa entrar nesse assunto da Amazônia um pouco mais

calçado, mas não é isso que eu quero falar. A oportunidade que nós temos, que a

imprensa não tá ... tá nos dando um pouco de alívio nos outros temas, é passar as

reformas infralegais de desregulamentação, simplificação, todas as refonnas que o

mundo inteiro nessas viagens que se referiu o Onyx certamente cobrou dele, cobrou do

Paulo ...

01 :00.343 (1805)

Ricardo Salles: ... cobrou da Teresa, cobrou do Tarcísio, cobrou de todo mundo, da ...

da segurança jurídica, da previsibilidade, da simplificação, essa ... grande parte dessa

matéria ela se dá em portarias e norma dos ministérios que aqui estão, inclusive o de

Meio Ambiente. E que são muito dificcis, c nesse aspecto eu acho que o Meio

Ambiente é o mais difícil, de passar qualquer mudança infralegal em termos de

infraestru ... e ... é ... instrução normativa e portaria, porque tudo que agente faz é pau

no judiciário, no dia seguinte. Então pra isso precisa ter um esforço nosso aqui

enquanto estamos nesse momento de tranquilidade no aspecto de cobertura de

imprensa, porque só fala de COVID e ir passando a boiada e mudando todo o

regramento e simplificando normas. De IPHAN, de ministério da Agricultura, de

ministério de Meio Ambiente, de ministério disso, de ministério daquilo. Agora é hora

de unir esforços pra dar de baciada a simplificação regulam ... é de regulatório que nós

precisamo, em todos os aspectos.

02:00.703 (3614)

Ricardo Salles: E deixar a AGU - o André não tá aí né? E deixar a AGU de stand by

pra cada pau que tiver, porque vai ter, essa semana mesmo nós assinamos uma medida

a pedido do ministério da Agricultura, que foi a simplificação da lei da mata atlântica,

pra usar o código florestal. Hoje já tá nos jornais dizendo que vão entrar com medi ...

com ações judiciais e ação civil pública no Brasil inteiro contra a medida. Então pra

isso nós temos que tá com a artilharia da AGU preparada pra cada linha que a gente

avança ter uma coi ... mas tem uma lista enorme, em todos os ministérios que têm

papel regulatório aqui, pra simplificar. Não precisamos de congresso. Porque coisa

que precisa de congresso também, nesse, nesse fuzuê que está aí, nós não vamos

conseguir apo ... apos . .. é ... aprovar. Agora tem um monte de coisa que é só, parecer,

caneta, parecer, caneta. Sem parecer também não tem caneta, porque dar uma canetada

sem parecer é cana. Então, o ... o ... o ... isso aí vale muito a pena. A gente tem um

espaço enorme pra fazer.