Leifert perseguido por mascotes, Escobar com fio solto no estúdio... Jornalistas recordam histórias nos 30 anos do Sportv

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Quando nasceu Neymar, nosso atual camisa 10 da seleção masculina de futebol, o SporTV tinha apenas poucas semanas de vida. Ele e outros craques de sua geração, que hoje vivem o auge da carreira, cresceram e moldaram seus sonhos no esporte junto com o canal, que nesta semana está completando 30 anos de atividade. Haja bordões de narradores e histórias para contar, numa coleção de momentos que mexem bastante com o coração dos brasileiros ao longo desse tempo. Em 1991, o SporTV ainda atendia por Top Sport, e o Brasil não era nem tetra! De lá para cá, foram várias edições de Copas e Olimpíadas, com coberturas históricas. Alguns profissionais que seguem por lá ou que deixaram sua marca ao longo desses anos contam aqui histórias de bastidores inusitadas e até emocionantes. Fernanda Gentil, por exemplo, fez até promessa para trabalhar no canal. Nalbert, por sua vez, já tinha sido comentarista no SporTV antes mesmo de virar jogador profissional de vôlei. Confira outros causos ao longo da página.

Caiu na rede de transmissão, é peixe

“Em uma entrada ao vivo no ‘Tá na área’, eu estava em Santos, no gramado da Vila Belmiro (estádio do clube), e fui atacado pelos mascotes: a Baleinha e o Baleião. São dois infláveis, e eu estava passando as informações quando vi de cantinho de olho os dois vindo na minha direção em velocidade. Acho que eles queriam pular em mim, de brincadeira mesmo, e me derrubar. Assim que a luz da câmera apagou, e eu sabia que o diretor de TV já estava mostrando imagens do estádio, eu saí correndo e falando as outras informações. Eles (os macotes) continuaram me perseguindo, mas não me pegaram. Eu escapei!”, recorda o apresentador Tiago Leifert.

Deu ruim no estúdio, e ele contou pra todo mundo

“Uma vez, um cabo soltou do teto do estúdio e ficou uma espécie de pêndulo na minha frente. A minha reação na hora, bem espontânea, foi falar: ‘Ih, rapaz, caiu o fio’. Lembro que, na época, aquilo foi meio disruptivo. O normal seria a câmera não pegar aquilo ali, ir para o comercial e ajeitar. Mas como eu ‘denunciei’ que o fio estava pendurado, acabaram mostrando. Ninguém conseguiu encontrar essa imagem nos nossos arquivos, mas ela aconteceu. Foi inusitado”, relembra Alex Escobar, que agora vai comandar os Cavalinhos do “Fantástico’’ no lugar de Tadeu Schmidt: “Quero criar uma intimidade rápida com os Cavalinhos. Tenho certeza de que será muito natural. Estou amarradão por contracenar com os Cavalinhos!”.

A mão estendida

Fernanda Gentil lembra a gafe, de quando estendeu a mão para um entrevistado cego, na cobertura da Copa da África do Sul, em 2010: “Tive duas preocupações imediatas. Uma com a direção achar que eu estava fazendo aquilo por graça, o que eu jamais faria, mas pensei que poderiam achar também que era por eu ter um jeito mais informal. A outra era de como isso ia bater para a minha família. Porque a repercussão foi gigantesca. Meu nome ficou em segundo lugar entre os termos mais citados no Twitter em plena Copa do Mundo, atrás apenas do Cristiano Ronaldo. Naquela época, a internet já começava a ganhar uma proporção maior, e o comentário mais carinhoso que eu li foi ‘loura burra’. Então, aquilo me fez criar uma casca instantaneamente. Se eu não tivesse criado esse filtro, não teria entrado no estúdio no dia seguinte para continuar a realizar o meu maior sonho: cobrir uma Copa do Mundo. Foi um episódio que me fez crescer muito e evoluir”.

Tem alagamento, mas tem que ter gol!

“Certa vez, por conta de um temporal no Rio, várias pessoas ficaram ilhadas em suas casas e não conseguiam chegar para trabalhar na antiga Globosat. Eu morava perto e consegui. Na época, eu fazia o ‘É gol!!!”. Começou a pairar uma dúvida se teríamos ou não o programa. O ‘Redação SporTV’ foi feito com menos comentaristas. A Fernanda Gentil, que fazia o programa comigo, e o editor-chefe também estavam ilhados. Presente mesmo, só eu. E tinha uma estagiária, que tinha dormido na empresa por conta do temporal, mais um outro editor. Conseguimos colocar no ar o ‘É gol!!!’, um programa de meia hora, na raça. Entramos com a Fernanda por telefone, e isso me marcou muito”, lembra Lucas Gutierrez.

Uma saída bem à francesa

“O jogo era França e Estados Unidos pelo torneio de basquete masculino dos Jogos Olímpicos de Tóquio. Placar apertado, com a França muito perto dos Estados Unidos. Aí eu queria dizer que ‘enquanto tem bambu, tem flecha’, só que em francês. Mas eu não sei falar francês. Então, joguei no Google Tradutor e falei no ar o resultado. Só que além de falar, coloquei a voz do tradutor no ar. De repente, surge a voz feminina do tradutor falando o ditado em francês, porque de fato, a França ainda estava no jogo”, diverte-se Everaldo Marques.

Não basta ser craque, tem que ser comentarista precoce

“Nesses 11 anos de SporTv, foram inúmeras histórias. Mas vou lembrar de uma de antes de me tornar comentarista. Foi há 30 anos, quando eu tinha 17 anos e o canal ainda se chamava Top Sport. Em 1991, fui para Portugal, jogar o Campeonato Mundial infantojuvenil. Terminamos campeões mundiais e fui eleito o melhor jogador da competição. Logo após o torneio, o Top Sport exibiu essa partida e me convidou para ser o comentarista da transmissão, ao lado do Luiz Carlos Jr. Ou seja, antes de me tornar comentarista, foi o SporTv que, lá atrás, abriu as portas para a minha primeira experiência em transmissões. Eu nem era profissional como atleta de vôlei ainda. Não tem como não lembrar desta transmissão com carinho, principalmente porque foi ao lado do Luiz Carlos Jr, até hoje um grande parceiro”, elogia Nalbert.

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