Leo Índio, primo dos filhos de Bolsonaro, é investigado pela PGR por atos de 7 de setembro

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*ARQUIVO* BRASILIA, DF,  BRASIL,  30-10-2019 - O sobrinho de Bolsonaro, Leonardo Rodrigues de Jeses, conhecido por Léo Índio, durante o depoimento de Frota no plenário. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
*ARQUIVO* BRASILIA, DF, BRASIL, 30-10-2019 - O sobrinho de Bolsonaro, Leonardo Rodrigues de Jeses, conhecido por Léo Índio, durante o depoimento de Frota no plenário. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Primo dos filhos de Jair Bolsonaro, Leonardo Rodrigues de Jesus, que tem o apelido de Leo Índio, é um dos investigados no inquérito aberto pela Procuradoria-Geral da República para apurar a organização e financiamento das manifestações de 7 de setembro e os ataques ao Supremo Tribunal Federal.

Em 31 de agosto, dias antes dos atos, a subprocuradora-geral Lindôra Araújo pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que autorizasse a tomada de depoimento de Índio.

Moraes acatou o pedido e também ordenou ao Facebook, Instagram, Twitter e Youtube o bloqueio de suas contas e das chaves PIX divulgadas por ele para arrecadar valores a serem utilizados no financiamento das manifestações.

“O quadro probatório demonstra a atuação de Marcos Gomes (Zé Trovão) e Leonardo Rodrigues de Jesus, conhecido como Leo Índio, na divulgação de mensagens, agressões e ameaças contra a democracia, o Estado de Direito e suas instituições que, na conclusão da Procuradoria-Geral da República, é mais do que suficiente para justificar as medidas cautelares”, diz trecho do pedido da PGR.

O primo dos filhos de Bolsonaro entrou na mira da investigação após postar em suas redes sociais uma campanha de arrecadação de dinheiro para financiar as manifestações do 7 de setembro.

Nos dias que antecederam os atos, Índio divulgou em sua conta no Instagram várias chaves Pix para arrecadação de valores e, também, um QR Code para doações por meio de criptomoedas. Todos foram bloqueados por ordem de Moraes.

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