Leonardo Jardim, que esteve na mira do Flamengo, estará no Mundial de Clubes após vencer a Champions Ásia

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A Ásia já tem definido o seu representante na próxima edição do Mundial de Clubes. É o Al-Hilal, da Arábia Saudita, que conquistou o título da Liga dos Campeões do continente pela quarta vez após vencer o Pohang Steelers, da Coreia do Sul, por 2 a 0, na tarde desta quarta-feira, no Estádio King Fahd International.

Com isso, os árabes poderão cruzar com Flamengo ou Palmeiras, finalistas da atual edição da Libertadores, nas semifinais do torneio. O clube é o sexto classificado para o Mundial, que aguarda apenas a definição da vaga na América do Sul.

Leonardo Jardim se tornou o tercerco técnico português a ser campeão continental fora da Europa, seguindo Jorge Jesus no Flamengo e Abel Ferreira no Palmeiras. Em julho de 2020, o Flamengo foi à Europa para contratar o substituto de Jorge Jesus. À época, Jardim era um dos favoritos no radar, mas o português não se mostrou interessado em trabalhar no Brasil.

Os gols do título foram marcados pelo meia Nasser Aldawsari, logo no primeiro minuto da partida, acertando um lindo chute de fora da área, e Moussa Marega, na metada da segunda etapa, batendo cruzado na saída do goleiro após boa jogada trabalhada.

O Al-Hilal tem como destaques os atacantes franceses Moussa Marega, ex-Porto, e Bafétimbi Gomis e o brasileiro Matheus Pereira. Vale lembrar que os árabes estavam "desfalcados" na final, já que o regulamento da Champions Ásia permite apenas três estrangeiros e um quarto desde que ele tenha nascido em algum país asiático.

Com isso, astros como os atacantes argentino Luciano Vietto, ex-Atlético de Madrid, o peruano André Carillo e o volante colombiano Gustavo Cuéllar, ex-Flamengo, não atuaram. No Mundial, eles estarão à disposição.

A decisão foi um tira-teima para saber quem se tornaria o maior campeão da história da Champions Ásia. Antes de a bola rolar, Al-Hilal e Pohang Steerlers dividiam o posto de maior vencedores com três títulos cada. A vitória também coroa a segunda conquista continental dos árabes em três anos— também foram campeões em 2019, inclusive enfrentando o Flamengo na semifinal do Mundial de Clubes.

Ao todo, seis dos sete participantes do próximo Mundial já estão definidos: além do Al-Hilal, estão classificados o Monterrey (Concacaf), o Chelsea (campeão europeu), Al Ahly (vencedor da Champions africana), Al-Jazira (representante do país-sede) e Auckland City (indicado pela Oceania).

O Mundial de 2021 deve ser o último no atual formato, adotado pela Fifa em 2005. A entidade planeja fazer um reformulação no torneio. A ideia era fazer já em 2021 um Mundial com 24 participantes, na China, mas o plano teve que ser adiado por causa da pandemia da Covid-19.

Anteriormente, o torneio estava previsto para acontecer em dezembro, no Japão. Mas o país que foi sede das últimas Olimpíadas informou à Fifa que não teria condições de organizar a competição por causa da pandemia. O Rio de Janeiro chegou a mostrar interesse em receber a competição, mas Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, foi escolhido como novo anfitrião do torneio. Os jogos devem acontecer em fevereiro.

Al Hilal (Arábia Saudita) - 4 títulos

Pohang Steelers (Coreia do Sul) - 3 títulos

Esteghlal (Irã), Seognam (Coreia do Sul), Al-Ittihad (Arábia Saudita), Jeonbuk Hyundai (Coreia do Sul), Urawa Red Diamons (Coreia do Sul), Maccabi Tel Aviv (Israel), Al-Sadd (Catar), Thai Farmers Bank (Tailândia), Suwon Bluewings (Coreia do Sul), Ulsan Hyundai (Coreia do Sul) e Guangzhou Evergrande (China) - 2 títulos

Jubilo Iwata (Japão), Al Ain (Emirados Árabes Unidos), Liaoning FC (China), Hapoel Tel Aviv (Israel), Busan I'Park (Coreia do Sul), JEF United (Japão), Tokyo Verdy (Japão), Pas Tehran (Irã), Gamba Osaka (Japão), Western Sydney Wanderers (Austrália) e Kashima Antlers (Japão) - 1 título

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