Letícia Sabattella faz desabafo sobre estreia na TV e primeiro casamento: 'Pouco saudável em pouco tempo'

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Atriz Letícia Sabatella

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Atriz Letícia Sabatella

Letícia Sabatella tinha apenas 20 anos quando estreou em novelas. E logo no horário nobre, numa trama escrita por Gilberto Braga e contracenando com Fernanda Montenegro. Não tinha como dar errado. Sua personagem Taís virou mania nacional naquele ano de 1991. O trabalho foi tão intenso que a atriz ainda se apaixonou de verdade por seu par romântico na história, vivido por Angelo Antônio, pai de sua única filha. Passados 29 anos, Letícia fez um longo desabafo sobre as angústias da estreia TV ("Não queria, não me achava preparada"), sobre o início de carreira e até sobre seu casamento, que, segundo ela, "que se tornou pouco saudável em pouco tempo".

"Eu 'estourei' aí. Culpa do Gilberto Braga e seu texto maravilhoso (a delicadeza comigo), Dennis Carvalho (magistral ), Ricardo Waddington (como me surpreendia a sagacidade desse rapaz na época), Maurinho Mendonça ( esse outro grande), uma turma de ídolos, ícones no elenco. A mais linda chefe de turma (animadora , estimuladora, divertida) Malu Mader, Betty Gofmann, era a minha irmã, me levou pra conhecer vários lugares do Rio, me acalmou, me fez sentir à vontade. E tinha Rodrigo Mendonça, Cláudio Corrêa e Castro, meu grande amigo e mestre conselheiro, Stênio Garcia, Callonni ( meu amado), e tinha Fernanda Montenegro, nas melhores cenas , óbvio! E Glória Pires, impecável sempre, até a Cleo, menina mais linda, cheia de covinhas, aparecia por lá. Otávio Müller, Fernanda Young (parceira de cenário)... Meu querido Marcelo Serrado ( lindinho), sempre ultra gentil e talentoso ao piano nas cenas, Antônio Grassi, superquerido...

Não fosse a insistência do gênio Daniel Filho... Até o mestre Luiz Fernando Carvalho apareceu para me convencer a fazer a novela. Eu não queria, não. Não me achava preparada. Queria terminar a faculdade. Fiz dois anos de Artes Cênicas, um ano de Filosofia. Deixei a banda Tuba Intimista, o Coral Sinfônico do Paraná, as faculdades, o Coro Cênico Abominável Sebastião das Neves, o balê, os estudos de Shakespeare com o adorado Marcelo Marchioro, as tardes com a minha vó, tudo que me formava ainda. Prometendo que voltava pra continuar. Não consegui mais voltar. A janela que se abriu me deu asas incríveis. Eu me refugiei em um casamento que se tornou pouco saudável em pouco tempo. Ficou bem difícil conciliar. A saudade doía e eu não sabia mais como administrar as vontades equilibradamente. A vontade do outro imperava 24 horas por dia. Meu altruísmo também soube me ferir pela minha vulnerável insegurança . A gente não tinha nomes para muitas coisas. Hoje posso enxergar a minha ingenuidade e perdoá-la por um buraco que habita no meu peito, um ferimento que me carrega de sensível compaixão e empatia por meninas sonhadoras como eu", escreveu Letícia no Instagram.