Leticia Cazarré se despede dos filhos e volta ao hospital em que caçula está internada: 'Sem saber quando será o reencontro'

Leticia Cazarré, mulher do ator Juliano Cazarré, aproveitou o feriado para voltar para a casa em que mora com a família, no Rio de Janeiro, após cinco meses. Nesta quarta-feira, ela postou uma série de stories mostrando os últimos momentos com seus outros quatro filhos e o marido. Logo depois, Leticia mostrou que já estava ao lado da caçula, que está internada em São Paulo desde que nasceu.

"Hora de me despedir de novo", escreveu ela, mostrando uma foto de Juliano olhando para o celular.

Depois, ela mostrou um vídeo brincando com Vicente, Inácio, Gaspar e Maria Madalena.

"Últimas horinhas reunidos antes de nos separarmos mais uma vez, sem saber quanto tempo vai levar até o reencontro", afirmou ela.

Quando chegou no hospital em que Maria Guilhermina está internada, ela novamente publicou uma foto.

"Do aeroporto direto para o meu tesouro", disse.

Maria Guilhermina, filha de Leticia e Juliano Cazarré, tem quatro meses. Internada desde que nasceu, a pequena passou por uma traqueostomia em outubro. A bebê nasceu com Anomalia de Ebstein, uma cardiopatia congênita rara, e já se submeteu a algumas cirurgias.

Maria Guilhermina nasceu no dia 21 de junho e, logo depois do nascimento, precisou passar por uma cirurgia para correção de uma válvula do coração, o que a levou a ficar internada na UTI.

O que é Anomalia de Ebstein?

A cardiopatia congênita rara fez Maria Guiilhermina ser submetida à "cirurgia do cone", como é conhecido o procedimento para correção da válvula tricúspide. A doença afeta 1 a cada 20 mil crianças.

A anomalia de Ebstein é uma cardiopatia rara da válvula tricúspide, a responsável por separar o átrio direito do ventrículo direito do coração. Essa estrutura é considerada a "porta de entrada" do coração, pois permite que o sangue venoso (que já oxigenou o organismo) retorne ao coração. O sangue entra pelo átrio direito, passa pela válvula tricúspide, vai para o ventrículo direito, onde é bombeado para o coração para ser oxigenado novamente.

Na anomalia de Ebstein, a válvula tricúspide fica abaixo do normal, já "dentro" do ventrículo direito. Isso faz com que uma porção do ventrículo se torne parte do átrio, fazendo com que o átrio direito aumente de tamanho e não funcione adequadamente. Além disso, as estruturas da válvula tricúspide têm formato anormal, o que pode levar ao refluxo de sangue para o átrio.

Muitas pessoas com anomalia de Ebstein têm um orifício entre as duas câmaras superiores do coração chamado defeito do septo atrial ou uma abertura chamada forame oval patente (FOP). Um FOP é um buraco entre as câmaras cardíacas superiores que todos os bebês têm antes do nascimento que geralmente se fecha após o nascimento. Ele pode permanecer aberto em algumas pessoas sem causar problemas. Esses orifícios podem diminuir a quantidade de oxigênio disponível no sangue, causando uma descoloração azulada dos lábios e da pele (cianose).

O tratamento é cirurgico e, normalmente, definitivo. Na operação a válvula pode ser trocada ou restaurada.