Letrux relembra quando substituiu Paulo Gustavo em peça: 'Eu o imitava, porque ele era gênio'

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Letícia Novaes, mais conhecida pela persona artística Letrux, é uma mulher de talentos múltiplos. Além de cantora e compositora, é escritora e atriz. Desta última faceta, vem a sua história com Paulo Gustavo, ator que morreu no início do mês, vítima da Covid-19, caso que deixou muito impactada. "Tirando toda a minha revolta de ele ter morrido enquanto já existe vacina, quando penso espiritualmente, reflito que, talvez, ele tenha sido chamado para fazer a passagem porque o lado de lá precisa dele”, conta.

Capa da Revista ELA deste domingo (leia a entrevista exclusiva clicando aqui), ela contou que os dois foram contemporâneos na Casa das Artes de Laranjeiras, onde estudaram Artes Cênicas. Em uma certa ocasião, ela chegou a substituí-lo num festival de esquetes. “Foi a única vez em que a Barbara Heliodora (crítica de teatro morta em 2015) me elogiou. Eu o imitava, porque ele era gênio. Anotava tudo o que fazia em cena”, recorda-se.

Toda a sensibilidade para tratar temas como a morte está no livro “Tudo que já nadei” (Planeta), lançado há cerca de dois meses por Letrux. A obra abarca “textões”, poemas e aforismos e caiu como uma luva nestes meses pandêmicos. Bem recebida pelo público, chegou a ocupar, durante uma semana, o posto de segundo mais vendido no ranking de “ficção” do portal Publishnews, atrás apenas de “Torto arado”, de Itamar Vieira Junior.

Letrux arrebata os leitores logo nas primeiras páginas com a história de Marina, prima a quem idolatrava na juventude e que sofreu uma morte precoce por meningite meningocócica. “Ela era esquisita, diferente e feminista. Perder a única que se parece com você na família dá uma vontade de ser aquela pessoa”, diz a cantora, que tinha 17 anos quando Marina faleceu. “Até então, eu tinha uma vida muito naïf, ingênua. Quando isso aconteceu, veio toda uma carga existencialista.”

Inquieta, a cantora se prepara, agora, para lançar quatro músicas nas próximas semanas. “Duas são inéditas e as demais são velhinhas, mas nunca havia gravado”, adianta, acrescentando que cada uma será produzida por uma pessoa diferente. “O que consigo oferecer para o mundo agora é a minha cabeça musical. Então, vou proporcionar uma trilha para as pessoas se divertirem, terem força, me ouvirem.”

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